Quem precisar viajar aos EUA com urgência e ainda não tiver o visto americano B1/B2, destinado a turismo e negócios, passa a ter uma nova opção a partir deste mês de julho: pagar US$ 750 adicionais para garantir uma data em até 10 dias úteis. O serviço é opcional e não substitui o processo convencional.
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O valor extra se soma à taxa consular obrigatória de US$ 185, elevando o custo total para US$ 935, cerca de R$ 5 mil. A medida foi publicada pelo Departamento de Estado no Federal Register, o diário oficial americano, em 9 de junho de 2026, e tem prazo definido de encerramento em 31 de dezembro.
Nem todos os consulados e embaixadas vão aderir ao programa. O Departamento de Estado ainda não divulgou quais postos participarão.
O governo americano indicou que o lançamento considera a proximidade de dois grandes eventos sediados nos EUA: a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles. O objetivo declarado é avaliar se o mecanismo reduz a pressão sobre as filas sem exigir ampliação da estrutura consular.
Por que pagar US$ 750 não garante o visto americano
Rapidez no agendamento e facilidade na aprovação são coisas distintas. O pagamento da taxa extra não altera em nada a análise consular: vínculos com o país de origem, histórico do solicitante, finalidade da viagem e documentação apresentada continuam sendo os únicos critérios avaliados.
“A taxa apenas reduz o tempo necessário para chegar até a entrevista. Ela não facilita a aprovação nem cria qualquer tratamento privilegiado durante a análise”, afirma Vinícius Bicalho, advogado licenciado nos EUA e especialista em direito migratório.
O prazo convencional varia bastante. Em média, um agendamento regular leva cerca de 30 dias, mas há postos onde a fila ultrapassa 12 meses.
O que justifica o gasto
O custo adicional tende a fazer sentido para executivos convocados a curto prazo, profissionais convidados para eventos internacionais ou pessoas com urgências familiares. Para viagens planejadas com antecedência, o procedimento padrão segue sem custo extra.
Se os resultados do período piloto forem positivos, o Departamento de Estado pode avaliar a extensão do mecanismo a outras categorias de visto após dezembro.