A produção de frutas na Zona da Mata mineira vem ganhando espaço como alternativa para diversificar o agronegócio regional. Tradicionalmente reconhecida pela cafeicultura e pela pecuária leiteira, a região ampliou a participação da fruticultura nos últimos anos e registrou, em 2024, uma safra superior a 90 mil toneladas de banana, além de avanços em culturas como tangerina, manga, goiaba, laranja, abacate e maracujá.
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Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a banana permaneceu como a principal fruta produzida na região, com cerca de 93 mil toneladas. Na sequência aparecem a tangerina, com aproximadamente 52 mil toneladas, a manga (19 mil toneladas), a goiaba (14 mil toneladas), a laranja (13 mil toneladas) e o abacate (11 mil toneladas).
Produção de frutas cresce em diferentes culturas
Além do volume expressivo colhido, os dados do IBGE apontam crescimento da produção de frutas em diversas culturas entre 2022 e 2024. Confira os avanços:
- Banana: de 42.786 para 46.322 toneladas, crescimento de 8,3%;
- Tangerina: de 24.805 para 26.150 toneladas, alta de 5,4%;
- Abacate: de 5.522 para 6.434 toneladas, aumento de 16,5%.
O maior crescimento proporcional foi observado no maracujá, cuja produção aumentou de 2.391 para 2.847 toneladas no período, avanço de 19,1%.
Segundo a pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Daniela da Hora Farias, a expansão da fruticultura é resultado de uma combinação de fatores, como o fortalecimento da assistência técnica, investimentos em pesquisa, presença de agroindústrias e localização estratégica da região próxima a importantes centros consumidores.
Municípios destaques na fruticultura da Zona da Mata
Entre os destaques da produção de frutas na Zona da Mata estão Juiz de Fora, referência na produção de banana, e Manhuaçu, que lidera o cultivo de abacate.
Outro importante polo é a microrregião de Ubá, considerada a principal área frutícola da Zona da Mata. O território concentra a produção de tangerina, manga, goiaba, laranja e maracujá, com forte integração à indústria de sucos e polpas.
Também se destaca Visconde do Rio Branco, sede do Arranjo Produtivo Local (APL) da Fruticultura de Minas Gerais. O APL reúne outras 11 cidades e abriga empresas voltadas ao processamento industrial, fortalecendo a cadeia produtiva e agregando valor às frutas produzidas na região.
Novas culturas ampliam potencial de crescimento
A Zona da Mata ainda possui grande potencial para ampliar a produção de frutas nos próximos anos, beneficiada por fatores climáticos e de localização. As características de solo, clima, disponibilidade hídrica e variações de altitude favorecem o cultivo de diferentes espécies, enquanto a proximidade de mercados como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória amplia as oportunidades de comercialização.
Além das culturas já consolidadas, a região apresenta condições favoráveis para a expansão de citros, pitaya, goiaba e maracujá, além de pequenas frutas como morango, mirtilo, amora-preta e framboesa. A produção de uvas de mesa e viníferas também desponta como alternativa em áreas específicas.
Esse avanço da fruticultura na Zona da Mata reforça a estratégia de diversificação do agronegócio mineiro e amplia as oportunidades de geração de renda, agregação de valor e desenvolvimento econômico em um dos principais polos agrícolas de Minas Gerais.