A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou um novo plano de controle de pragas para conter o avanço da leucena (Leucaena leucocephala), espécie exótica considerada invasora e que representa uma ameaça à vegetação nativa da capital. A medida foi autorizada por decreto publicado pelo prefeito Álvaro Damião no Diário Oficial do Município (DOM).
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Nativa da América Central, a leucena possui alta capacidade de disseminação e pode comprometer o equilíbrio ambiental ao impedir o desenvolvimento de espécies nativas, tornando necessária uma ação emergencial de manejo.
Por que a leucena preocupa especialistas?
A leucena é considerada uma espécie invasora porque compete diretamente com a flora local. Segundo especialistas, a planta libera substâncias que dificultam a germinação de outras espécies e impede o crescimento da vegetação ao seu redor, reduzindo a biodiversidade das áreas afetadas.
Sem controle adequado, a expansão da espécie pode provocar alterações significativas nos ecossistemas urbanos, prejudicando a regeneração natural da vegetação e aumentando os custos de recuperação ambiental.
Como será o plano de controle de pragas em BH
As ações serão executadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) em conjunto com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.
O plano de controle de pragas prevê uma série de medidas para conter a proliferação da leucena, entre elas:
- Aplicação de herbicidas de uso não agrícola;
- eliminação do banco de sementes presente no solo;
- Controle de novas mudas (plântulas);
- Recuperação das áreas degradadas após a remoção da espécie invasora.
Segundo a prefeitura, o objetivo é impedir que a planta continue avançando sobre áreas verdes e garantir a recuperação da vegetação nativa.
Belo Horizonte já desenvolve ações contra outras espécies invasoras
Essa não é a primeira iniciativa de controle de pragas adotada pelo município. Nos últimos anos, Belo Horizonte implementou diferentes estratégias para combater espécies que causam impactos ambientais na cidade.
Em 2023, foi criado um plano para controlar os besouros metálicos, insetos responsáveis por causar danos em diversas árvores da capital.
Outro exemplo é o combate às moscas-brancas, praga que provocou a morte de centenas de exemplares de fícus, especialmente na Avenida Bernardo Monteiro, e que chegou a deixar a capital mineira em Situação de Emergência.
Atualmente, esse controle biológico é realizado por meio da soltura de joaninhas, predadoras naturais dessa espécie, produzidas em uma biofábrica mantida pela prefeitura, reduzindo a população do inseto sem causar impactos ao meio ambiente.