Uma decisão do tribunal mineiro impediu a reabertura total do Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte. O bloco cirúrgico e 41 leitos seguem fechados enquanto o caso aguarda julgamento definitivo.
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m julho, o juiz Wenderson de Souza Lima, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de BH, havia mandado reabrir a unidade a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão sustentava que, depois do esvaziamento do Maria Amélia Lins, o Hospital João XXIII passou a operar sobrecarregado.
Fechamento do Hospital Maria Amélia Lins é mantido pelo tribunal
No recurso apresentado pelo governo estadual, o tribunal reconheceu que administrar a rede hospitalar pública é competência do Estado. O tribunal considerou ainda que forçar a reabertura imediata poderia gerar consequências financeiras e operacionais graves.
O governo de Minas e a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) defenderam que a transferência de pacientes fazia parte de um plano de reorganização da rede pública.
MP diz que fechamento em janeiro lotou o João XXIII
A desativação do bloco cirúrgico ocorreu em janeiro de 2025. Na capital mineira, o hospital respondia pelos atendimentos de trauma e ortopedia da rede estadual.
Para o MPMG, a mudança resultou em aumento de demanda, superlotação e cancelamentos de cirurgias no João XXIII.