A taxa de desemprego em Minas Gerais chegou a 3,8% no quarto trimestre de 2025. É o menor índice desde 2012, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou a medir o resultado pela metodologia atual.
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O dado ganha peso quando comparado ao pico histórico: em 2017, o desemprego no estado bateu 13,8%. Foram dez pontos percentuais de queda em menos de uma década.
Enquanto isso, o Brasil encerrou o mesmo trimestre com 5,1% de desocupação. Minas está 1,3 ponto abaixo da média nacional.
O índice aproxima o estado do que economistas chamam de pleno emprego: quando quase todo trabalhador disponível já está ocupado.
Taxa de desemprego em Minas Gerais bate recordes de emprego formal e ocupação
Hoje, o estado tem 10,8 milhões de pessoas empregadas, somando vínculos formais e informais. O nível de ocupação atingiu 61,1% da população em idade ativa.
No setor formal, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 5,06 milhões de vínculos ativos em março de 2026, o maior número já registrado.
Nos últimos 12 meses, Minas abriu cerca de 72 mil vagas formais. Só entre janeiro e março de 2026, já foram 70,6 mil postos criados.
Os setores que mais empregam em Minas Gerais
O volume de contratações se distribui por vários segmentos. Comércio, transporte, alimentação, tecnologia e serviços financeiros respondem juntos por cerca de dois terços de toda a ocupação no estado.
Só o comércio reúne 1,96 milhão de trabalhadores, o equivalente a 18% do total de ocupados.
Desde 2019, Minas recebeu mais de R$ 475 bilhões em investimentos privados e abriu mais de 114 mil novas empresas em 2025, alta de 116% em relação a 2019. No mesmo período, o estado acumulou 658 mil vagas a mais, crescimento de 6,5%.