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MG ganhará 314 novas unidades de Saúde para enfrentar impactos do El Niño

Programa AdaptaSUS prevê R$ 9,8 bilhões em 93 ações até 2035 para reduzir riscos climáticos na rede pública

3 min de leitura
Unidade Básica de Saúde em Minas Gerais construída para enfrentar os impactos do El Niño
Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (16), a construção de 314 unidades de saúde em Minas Gerais. A medida integra o programa AdaptaSUS, criado para enfrentar os impactos do El Niño sobre a saúde pública no estado.

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O programa prevê R$ 9,8 bilhões em investimentos. São 93 ações distribuídas em 27 metas, com execução projetada até 2035.

Nilton Pereira Junior, diretor de programa da Secretaria Executiva, afirmou que o fenômeno climático em curso pode ser o mais severo já documentado entre todos os episódios registrados. A previsão é de que permaneça ativo até março de 2027, com efeitos que variam conforme cada região do país.

Impactos do El Niño no Sudeste afetam coração, UTIs e dengue

Para Minas e os demais estados do Sudeste, o quadro projetado combina ondas de calor, temporais pontuais e temperaturas acima da média sazonal. Na rede de saúde, isso se traduz em risco de complicações cardíacas e respiratórias, estresse por calor, superlotação das UTIs e aceleração na circulação da dengue.

Para o Sudeste, o plano prevê ainda a entrega de 1,3 mil veículos ao Samu e a instalação de mais de 764 UBS adaptadas ao calor.

Territórios indígenas receberão 26 sistemas de abastecimento de água. O semiárido mineiro terá 2,1 mil cisternas.

Dados da Fiocruz divulgados pelo ministério registram 120 mil óbitos no país entre 2000 e 2019 causados pelo calor excessivo. O Ministério aponta idosos e populações de regiões áridas como os grupos mais vulneráveis ao fenômeno.

Painel nacional vai alertar sobre calor até 5 dias antes dos picos 

Para monitorar esses riscos, Belo Horizonte vai sediar o Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), criado em convênio com a Prefeitura da capital. A estrutura vai cruzar registros meteorológicos com indicadores da rede de saúde para emitir alertas antes que os picos climáticos cheguem.

Um Painel Nacional de Excesso de Calor vai disparar alertas térmicos até cinco dias antes dos picos registrados. Espaços de resfriamento e pontos de hidratação também fazem parte do plano.

Três ferramentas de vigilância complementam o sistema. O VigiAr rastreia fumaça e qualidade do ar. O VigiAgua monitora a potabilidade da água. O Vigidesastres acompanha os riscos de eventos climáticos severos.

A Força Nacional do SUS tem previsão de ampliar sua estrutura para nove bases distribuídas pelo país em 2026. A unidade do Rio de Janeiro cobrirá o Sudeste e consegue acionar equipes em até 12 horas.

Neste ano, a força já executou 11 operações abrangendo oito estados. Ao todo, 139 trabalhadores de 14 especialidades foram mobilizados, e os atendimentos chegaram a 4.899.

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