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Com 18 áreas de lazer e obras anti-enchente, BH ganha novo parque de R$ 122 milhões

Projeto do Parque Ciliar do Onça tem prazo de 1.500 dias e vai atender bairros como São Gabriel e Ribeiro de Abreu

3 min de leitura
Mapa do projeto preliminar do Parque Ciliar do Onça com traçado ao longo do Ribeirão do Onça e bairros da Região Norte de BH
Mapa do projeto preliminar do Parque Ciliar do Onça | Foto: CBH Velhas/Ohana Padilha/Reprodução

A Prefeitura de Belo Horizonte assinou o contrato de construção do Parque Ciliar do Onça no dia 18. O acordo vale R$ 122,2 milhões e chega 12 anos depois que moradores da Região Norte apresentaram a demanda ao poder público.

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A empresa responsável pela execução é o Consórcio Vereda Itamaracá Terrayam, selecionado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi). O prazo total de execução é de 1.500 dias, com vigência contratual até o segundo trimestre de 2031.

Parque Ciliar do Onça terá 18 espaços de lazer e obras contra enchentes

Uma das frentes do projeto é o controle de enchentes no Ribeirão do Onça. O trecho mais crítico abrange 1,64 km do curso d’água, onde o fundo do ribeirão será aprofundado em cerca de quatro metros com escavação em rocha, ampliando a passagem da água e reduzindo o risco de transbordamento nos bairros do entorno.

Distribuídos pelos 5,5 km de extensão do parque, 18 espaços para esporte, lazer e convivência vão atender bairros como São Gabriel, Ribeiro de Abreu, Novo Aarão Reis, Belmonte e Monte Azul, entre outros da Região Norte.

Os equipamentos incluem quadras, playgrounds, aparelhos de ginástica ao ar livre, estruturas para skate e quiosques.

O projeto também prevê canteiros coletivos de cultivo, espaços para produção de mudas, pontos de observação com vista para a Cachoeira, as Nascentes e a Serra Mantiqueira, além de área esportiva próxima ao Quilombo de Mangueiras.

A travessia entre as duas margens do ribeirão será garantida por oito estruturas ao todo. Três delas serão pontes, nos pontos Dom Aquino, São Judas Tadeu e Serra Geral. As outras cinco serão passarelas pensadas para quem se desloca a pé ou de bicicleta.

Doze anos entre a ideia e a assinatura do contrato

A mobilização começou em 2014, quando o Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (Comupra) e o movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa apresentaram a demanda ao poder público. Em 2015, associações de bairro e a Prefeitura deram forma oficial ao projeto, com participação direta da comunidade.

Sob Alexandre Kalil, a construção foi prometida publicamente, sem avançar para a fase de licitação. O projeto retornou à pauta em junho de 2024, quando o então prefeito Fuad Noman (PSD) apresentou um pacote de quatro novas áreas verdes para BH durante as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Ao longo do primeiro semestre de 2026, a administração municipal publicou atos para incorporar propriedades privadas no entorno do traçado do parque. Falta a emissão da ordem de serviço para que a contagem do prazo de quatro anos comece oficialmente.

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