Um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 38 milhões no Norte de Minas foi desarticulado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que cumpriu 30 ordens judiciais em quatro municípios na manhã de quarta-feira (29/7).
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Januária, Pedras de Maria da Cruz, Manga e Montes Claros receberam equipes simultaneamente. No total, 58 agentes e 19 viaturas participaram da ação, batizada de Operação Ágio, em referência à cobrança excessiva de juros em empréstimos informais.
Como o esquema funcionava
Identificado pela 2ª Delegacia Regional de Januária após meses de investigação, o grupo oferecia empréstimos usando o limite do cartão de crédito da própria vítima. Os investigados simulavam uma compra em terminais instalados em comércios sem regularização e entregavam o valor em espécie. A fatura ficava no nome do cliente, que ainda pagava juros que podiam passar de 20% ao mês.
Para quitar a dívida anterior, o cliente voltava ao grupo em busca de novo empréstimo, o que ampliava os lucros da organização, conforme apontaram os investigadores.
O dinheiro passava por empresas e estabelecimentos físicos para ocultar sua origem. Para a polícia, isso também caracteriza lavagem de dinheiro.
O que foi apreendido na operação contra agiotagem e lavagem de dinheiro
Nas buscas, os agentes recolheram equipamentos de cobrança por cartão, aparelhos caça-níqueis e uma quantia em dinheiro vivo não especificada pela PCMG. Os itens seguirão para análise pericial.