O aluguel em BH praticamente não mudou em julho, mas continua mais caro na comparação anual. O preço médio anunciado para locação na capital mineira teve alta de apenas 0,02% no mês, a menor variação entre as 22 capitais acompanhadas pelo Índice FipeZAP.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
No acumulado de 2026 até julho, os preços dos imóveis residenciais para aluguel em Belo Horizonte avançaram 4,42%. Em 12 meses, a alta chega a 7,77%, acima da inflação medida pelo IPCA no mesmo período, de 4,44%.
Quanto custa o aluguel em BH
O preço médio anunciado para o aluguel em BH chegou a R$ 50,14 por m² em julho. O cálculo considera 7.924 anúncios de imóveis residenciais analisados pelo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX.
Apesar da valorização, Belo Horizonte ainda apresenta um preço médio inferior ao das 36 cidades acompanhadas pelo índice, que ficou em R$ 54,17 por m². A capital mineira também está abaixo de São Paulo, onde o valor chegou a R$ 65,18 por m², e do Rio de Janeiro, com R$ 60,80.
Veja o preço do aluguel nos bairros de BH
Os dez bairros com maior presença na amostra do levantamento apresentam os seguintes valores médios de aluguel por metro quadrado:
- Santo Agostinho: R$ 72,80 — alta de 8,1%;
- Savassi: R$ 68,60 — alta de 1,6%;
- Belvedere: R$ 68,30 — alta de 7%;
- Lourdes: R$ 66,90 — alta de 13,4%;
- Funcionários: R$ 62,90 — alta de 16,4%;
- Buritis: R$ 53,70 — alta de 9,3%;
- Serra: R$ 46,20 — queda de 0,1%;
- Sion: R$ 44,60 — alta de 4,7%;
- Gutierrez: R$ 42,80 — alta de 11,6%;
- Santo Antônio: R$ 40,30 — alta de 5,1%.
Embora Santo Agostinho tenha o maior preço médio, Funcionários foi o bairro que mais valorizou no período, com aumento de 16,4% em 12 meses. Lourdes aparece na sequência, com alta de 13,4%, seguida por Gutierrez, que teve avanço de 11,6%. Serra foi o único bairro que apresentou queda (0,1%). Confira aqui os bairros mais baratos para alugar em BH.
BH teve a menor alta de aluguel entre capitais
A variação de 0,02% registrada em julho colocou Belo Horizonte na última posição entre as 22 capitais analisadas pelo Índice FipeZAP no mês.
Na outra ponta, Natal registrou a maior alta, de 4,76%. Vitória apareceu em segundo lugar, com avanço de 2,66%, seguida por Teresina, que teve aumento de 1,78%.
Também houve capitais onde os preços dos aluguéis recuaram em julho. João Pessoa teve queda de 0,89%, Maceió caiu 0,67% e Aracaju apresentou redução de 0,60%.
Apesar de o aluguel em BH continuar subindo, os dados mostram uma desaceleração no ritmo de valorização ao longo dos últimos anos. O avanço acumulado em 12 meses foi de:
- 2022: 20,01%;
- 2023: 17,11%;
- 2024: 14,20%;
- 2025: 13,01%;
- 2026: 7,77% até julho.
O movimento indica uma perda de ritmo depois de um período de aumentos mais expressivos no mercado de locação residencial da capital mineira.
É importante destacar que o Índice FipeZAP considera preços anunciados para novos contratos de aluguel. Portanto, os valores não representam necessariamente o que todos os inquilinos já instalados em imóveis estão pagando atualmente.
Na prática, o indicador funciona como um retrato dos preços encontrados por quem está procurando um imóvel para alugar em Belo Horizonte neste momento.