Dois bairros de Uberlândia tinham, até quarta-feira (8), 21 câmeras clandestinas fixadas em postes e vias públicas. Segundo a Polícia Militar, os aparelhos integravam um sistema de vigilância do tráfico de drogas para rastrear viaturas e antecipar abordagens nos bairros Lagoinha e Saraiva.
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A retirada dos equipamentos integra a operação “Cerco Fechado”, lançada pelo Governo de Minas em junho para combater organizações criminosas no estado.
O 17º Batalhão de Polícia Militar coordenou os trabalhos ao lado da Secretaria Municipal de Segurança Integrada e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) fez a retirada técnica dos aparelhos e dos fios, enquanto os militares asseguraram a segurança da operação.
Instalação irregular de câmeras prevê multa e apreensão
Os dispositivos formavam, de acordo com a PM, um sistema paralelo de monitoramento a serviço do tráfico de drogas. Com as imagens em tempo real, os criminosos acompanhavam a movimentação policial nos dois bairros e agiam antes da chegada das equipes.
A base legal para a retirada é a Lei Municipal nº 14.698/2026, que exige autorização prévia da Secretaria Municipal de Segurança Integrada para instalação de câmeras em locais públicos. Para equipamentos irregulares, a legislação prevê desinstalação, apreensão, destruição dos dispositivos e cobrança de multa.
A PM informou que a remoção integra uma estratégia de retomada territorial e de enfraquecimento das estruturas do crime organizado na cidade.
Desde o lançamento, a operação “Cerco Fechado” contabilizou 1.085 prisões, apreendeu 11,8 toneladas de drogas, 131 armas de fogo e mais de 2.400 munições, segundo dados do governo. As intervenções já cobriram mais de 30 comunidades em oito municípios mineiros, entre elas Uberlândia, Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora.