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CazéTV é alvo do Conar por propagandas de bets durante a Copa do Mundo

Três marcas são alvo de recomendação de suspensão após denúncias de que anúncios distorciam chances de ganho

2 min de leitura
Apresentadores da CazéTV durante transmissão da Copa do Mundo com propagandas de bets na tela
Foto: Reprodução/CazéTV/YouTube

Propagandas de casas de apostas veiculadas na CazéTV durante as transmissões dos jogos da Copa do Mundo são alvo de um pedido de suspensão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A recomendação, emitida na sexta-feira (26), mira as marcas KTO, Betnacional e Bet365. 

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A medida veio após denúncias de telespectadores, que consideram que a forma como apresentadores e comentaristas do canal promoviam modalidades de apostas durante os jogos poderia fazer o público acreditar que as chances de ganhar eram maiores do que realmente são.

Propagandas de bets na Copa do Mundo descumprem regras, avalia Conar

A partir das queixas, o responsável pela análise identificou sinais de descumprimento do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP). Desde dezembro de 2023, o código tem um capítulo próprio para o setor de apostas, que exige transparência sobre o caráter comercial da mensagem, proíbe distorcer chances de ganho, veta o incentivo a comportamento compulsivo, obriga alertas sobre riscos e proíbe apelo a menores de idade. 

Mesmo com o fim da validade das ofertas, que estavam ligadas a partidas já encerradas, o Conar recomendou a suspensão imediata como forma de alerta. A orientação vale até que o órgão dê a decisão final sobre o caso. 

Em nota, a CazéTV afirmou que já alterou o formato das propagandas de bets durante os jogos e que os anúncios passam a seguir um modelo mais tradicional de publicidade. O canal disse que recebeu a recomendação “com tranquilidade” e que toda a publicidade exibida envolve apenas operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda. 

O que acontece agora

O canal e as três empresas de apostas têm prazo para responder às acusações. Quem dará a palavra final é o Conselho de Ética do Conar, que vai avaliar se as peças publicitárias estavam ou não dentro das regras. As decisões do órgão não têm força de lei, mas costumam ser acatadas pelo mercado.

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