Geral Regional

Fósseis de 2,1 bilhões de anos são descobertos nas paredes da UFMG

Estruturas formadas por bactérias petrificadas foram identificadas pelo professor Kennedy Martinez após quase oito anos de observação

2 min de leitura
Professor aponta fósseis no mármore da UFMG na parede da Faculdade de Medicina
Professor Kennedy Martinez aponta os padrões circulares no revestimento de mármore da Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte | Foto: CCS/Faculdade de Medicina

O revestimento de mármore da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) esconde fósseis de estromatólitos com 2,1 bilhões de anos. Os padrões circulares e elípticos visíveis na superfície não são marcas do processo de corte, mas registros de colônias de bactérias petrificadas. 

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

A descoberta foi feita pelo professor Kennedy Martinez, do Departamento de Anatomia e Imagem da unidade, após quase oito anos de observação e validação com especialistas em paleontologia.

O que os fósseis de estromatólitos revelam sobre Minas Gerais

Bilhões de anos atrás, boa parte do território mineiro ficava submerso em mares rasos e quentes. Nesse ambiente, colônias de bactérias cresciam em cima umas das outras, prendendo sedimentos e minerais até endurecerem por completo. O resultado são as estruturas conhecidas como estromatólitos.

No mármore da faculdade, esses organismos aparecem em corte. Cada círculo ou elipse visível na rocha corresponde a uma colônia que cresceu na vertical. “É um processo que podemos comparar ao empilhamento de moedas”, disse Martinez ao portal da UFMG.

As rochas vieram de Ouro Preto, onde a antiga Pedreira Cumbi fornecia mármore dolomítico com alto teor de fósseis. O revestimento está no prédio desde a inauguração, em 1960, e nunca foi substituído.

Material está entre os mais antigos já registrados no país

Minas Gerais concentra outros registros geológicos antigos, como a paleotoca AP-38, em Caeté, com marcas de animais extintos que podem ter até 12 milhões de anos. Os estromatólitos da UFMG são mais antigos. Com 2,1 bilhões de anos, ocupam posição de destaque no registro fóssil brasileiro e mundial, segundo o professor Rodrigo Lopes Ferreira, do Departamento de Ecologia e Conservação da Universidade Federal de Lavras.

Além do saguão principal, as paredes da biblioteca da unidade são revestidas com o mármore da mesma pedreira.

Conteudos relacionados

Geral

Viação Pássaro Verde será alvo de notícia-crime no MPMG após série de denúncias de passageiros

Regional

Minas Gerais lidera ranking de estado com maior número de municípios vulneráveis a desastres naturais

Praça de pedágios da BR-381 em Minas Gerais com cancelas e sinalização de cobrança eletrônica

Cidades

Pedágios ficam mais caros na BR-381 a partir de 6 de agosto em MG