O salário médio dos trabalhadores formais no Brasil ficou em R$ 3.932,44 em 2024, mas seis dos dez setores que mais empregam no país pagam abaixo desse valor. Os dados são do relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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A variação também é grande entre os estados. O Distrito Federal ocupa a primeira posição, com remuneração média de R$ 5.805,20, quase R$ 1,9 mil acima da média do país.
São Paulo aparece em segundo, com R$ 4.598,40. Rio de Janeiro fecha o pódio, com R$ 4.407,31 mensais.
Comércio lidera em vagas, mas salário médio não acompanha
O comércio de veículos e motocicletas é o maior empregador do país, com quase 10 milhões de vínculos formais. Ainda assim, a remuneração média do setor fica em R$ 2.797,83 por mês.
O setor de alojamento e alimentação registra o menor piso entre todos os analisados: R$ 2.076,12 mensais, pouco acima da metade do salário médio nacional.
A situação se inverte nos setores menores. Organismos internacionais lideram com média de R$ 9.678,61. Atividades financeiras pagam R$ 9.247,55, e o setor de eletricidade e gás, R$ 9.112,57 por mês.
Salário médio de Minas Gerais fica R$ 470 abaixo da média nacional
Em volume de empregos, Minas Gerais é o segundo estado que mais contrata no país, reunindo 10,2% dos assalariados formais. O salário médio no estado ficou em R$ 3.461,71, cerca de R$ 470 abaixo da média nacional.
Quando o critério muda para massa salarial, o estado cai uma posição e fica com 9,0% do total nacional, superado por São Paulo e Rio de Janeiro. O dado revela que o mercado mineiro absorve muita mão de obra, mas distribui menos renda do que os outros dois grandes polos do Sudeste.
Diploma e gênero também influenciam o salário médio
Trabalhadores com ensino superior receberam, em média, R$ 7.776,59 em 2024, contra R$ 2.742,41 de quem tem até o ensino médio, uma diferença superior a R$ 5 mil mensais.
Os universitários representam apenas 23,6% dos assalariados formais do país, mas concentram as maiores faixas de remuneração.
A disparidade por gênero também persiste: homens receberam R$ 4.206 em média, enquanto mulheres ficaram com R$ 3.608,04, uma diferença de 16,6% entre os dois grupos.