Economia

Minas Gerais registra superávit recorde pelo 3º ano seguido no comércio com outros estados

Dados da Fundação João Pinheiro mostram superávit de R$ 27,1 bilhões em 2025, com vendas e compras em alta

2 min de leitura
Pátio com milhares de veículos enfileirados em área industrial, ilustrando o superávit recorde de Minas Gerais no comércio interestadual em 2025
Foto: Tom Fisk/Pexels

Minas Gerais vendeu mais do que comprou de outros estados em 2025 e fechou com superávit recorde de R$ 27,1 bilhões. É o terceiro ano seguido que o estado bate essa marca. No total, o comércio interestadual movimentou R$ 1,4 trilhão.

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O levantamento foi feito pela Fundação João Pinheiro com base nas Notas Fiscais Eletrônicas da Secretaria de Estado de Fazenda. As vendas para outros estados cresceram 7,4% e as compras, 6,9% em relação a 2024.

A região Sudeste concentrou 56,1% das vendas e 65,2% das compras feitas pelo estado no período.

Setores por trás do superávit recorde

Veículos, peças e acessórios lideraram tanto nas vendas quanto nas compras. Nas exportações, responderam por 9,6% do total, com crescimento de 3,2%. Nas importações, o peso foi ainda maior: 12,6%. São Paulo foi o principal destino e também o maior fornecedor, com 45,6% dos veículos comprados por Minas.

Produtos farmacêuticos tiveram o salto mais expressivo nas vendas, com alta de 42,6% e 8,5% do total. Espírito Santo e São Paulo foram os estados que mais compraram. Minas também importou farmacêuticos, e São Paulo respondeu por 58,6% dessas compras.

Máquinas e equipamentos mecânicos apareceram entre os três mais comercializados: 7% das vendas, com alta de 10,5%, e 9,9% das compras.

Ferro perde espaço, setor elétrico avança

O ferro fundido, ferro e aço caíram de 7,5% para 6,5% de participação nas vendas entre 2024 e 2025. Mesmo assim, seguiram entre os cinco produtos mais vendidos, com São Paulo e Rio de Janeiro como principais compradores.

Já as máquinas e equipamentos elétricos avançaram 14% nas vendas e representaram 5,5% do total. Nas compras, esse setor teve peso de 7,1%.

Combustíveis minerais pesaram mais nas importações, com 6,3% do total. São Paulo (48,1%) e Rio de Janeiro (33,2%) concentraram a origem.

O governador Mateus Simões atribuiu o resultado ao esforço do governo na atração de investimentos e afirmou que os dados refletem uma economia “cada vez mais pujante”.

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