Em um ano, a Oracle passou de 162.000 para 141.000 funcionários. São 21.000 pessoas a menos, uma redução de 13% no quadro global da empresa, uma das maiores do mundo em software e serviços de nuvem.
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A companhia explicou o motivo em documento entregue à Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos. No arquivo, afirmou que integrar inteligência artificial às suas operações já gerou demissões e que novas reduções de pessoal podem ocorrer.
Por que a Oracle está gastando US$ 70 bilhões em data centers
As rescisões custaram US$ 1,84 bilhão até agora. A Oracle estima que o processo completo de reestruturação alcance US$ 2,1 bilhões, segundo o mesmo documento regulatório.
Parte desse dinheiro está sendo redirecionada para infraestrutura: a empresa planeja investir US$ 70 bilhões em data centers ao longo deste ano, volume bem acima dos US$ 55,7 bilhões do exercício anterior. Entre os clientes que sustentam essa expansão está a OpenAI, com um contrato estimado em US$ 300 bilhões em capacidade computacional distribuída ao longo de cinco anos.
Os riscos que a empresa assumiu publicamente
A Oracle reconheceu abertamente os dois lados da aposta. Se os rivais conquistarem uma fatia maior do mercado de IA, a empresa pode não recuperar o que investiu. Ao mesmo tempo, recuar nos investimentos significa perder competitividade.
O cenário é mais amplo. Em 2026, o setor de tecnologia já acumula 152 mil demissões, num ritmo 44% superior ao do ano anterior, segundo a TradingPlatforms.
A inteligência artificial é apontada como razão em mais de 60% desses cortes. Meta e Amazon estão entre as empresas que seguiram caminhos semelhantes.