Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região devem parar na próxima quarta-feira (16). A paralisação dos professores foi decidida em assembleia realizada nesta quinta-feira (10) pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), após meses de impasse nas negociações com os representantes das instituições de ensino. A categoria está em campanha salarial desde março sem chegar a um acordo.
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Segundo a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, a estimativa é que cerca de 25 mil estudantes sejam afetados na capital. No mesmo dia da paralisação, às 9h, o sindicato realizará nova assembleia para definir se o movimento terá continuidade e se a greve se estende por tempo indeterminado.
Até lá, o sindicato pretende ampliar a mobilização com visitas às escolas e envolver estudantes e familiares nas atividades.
O que levou à paralisação dos professores de BH
O ponto central do impasse é a proposta patronal de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), atualmente válida tanto para professores da educação básica quanto do ensino superior, em dois documentos separados.
O Sinpro Minas rejeita a medida por entender que a separação pode enfraquecer a negociação coletiva e colocar em risco direitos que hoje estão garantidos em um único instrumento, como bolsas de estudos, isonomia salarial, adicional por tempo de serviço, adicional por atividade extraclasse e férias coletivas.
Além da manutenção da convenção unificada, a categoria exige reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao INPC.