A guerra no Oriente Médio levou o governo federal a manter o subsídio da gasolina por mais um mês. A portaria que formaliza a prorrogação de R$ 0,44 por litro foi assinada nesta quinta-feira (23/7) pelo ministro Dario Durigan, da Fazenda, com validade a partir de domingo (26).
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O benefício, que deveria expirar no sábado (25), era aplicado desde o fim de maio. A manutenção foi decidida diante da nova alta do petróleo no mercado externo, que nesta semana voltou a superar US$ 100 por barril.
Guerra no Oriente Médio derrubou perspectiva de encerramento do subsídio da gasolina
A nova escalada do conflito mudou o cenário que apontava para o fim do subsídio. Em junho, uma aproximação entre Washington e Teerã havia derrubado temporariamente os preços do petróleo, e a equipe econômica chegou a estudar o fim da subvenção.
O quadro mudou quando Donald Trump anunciou publicamente o fracasso das tratativas com o Irã e descartou qualquer retomada dos diálogos. Ofensivas contra embarcações no Mar Vermelho também intensificaram o risco sobre o abastecimento global da commodity.
Como o subsídio da gasolina conteve a alta nos postos
A Petrobras reajustou a gasolina A em R$ 0,48 por litro nas vendas às distribuidoras logo após a criação do benefício. Com a subvenção em vigor, apenas cerca de R$ 0,04 por litro desse aumento chegou efetivamente aos postos.
Diesel segue com cobertura garantida
O Ministério da Fazenda também mantém ativa a subvenção ao diesel, de R$ 1,12 por litro. Em 16 de julho, o Congresso aprovou a extensão da Medida Provisória 1.363 por mais 60 dias.
Uma subvenção adicional ao diesel, de R$ 0,35 por litro, foi retirada em 1º de julho, após dois meses de aplicação, quando a cotação do barril girava em torno de US$ 70.