Política

Violência sexual digital contra crianças terá pena de até 10 anos

PL 3066/2025 aprovado no Senado amplia punições por violência sexual digital contra crianças e inclui agravantes para uso de IA, deepfake e perfis falsos

2 min de leitura
Plenário do Senado Federal durante sessão de votação sobre violência sexual digital contra crianças
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A violência sexual digital contra crianças e adolescentes passa a ter punições mais severas no Brasil. O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o PL 3066/2025, que agora segue para sanção do presidente da república.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

Pela nova lei, quem filma, fotografa ou registra conteúdo de abuso sexual de um menor pode ser condenado a até 10 anos de prisão. Antes, o limite era de 8 anos. Se o material for divulgado em redes sociais ou na internet, a pena ainda aumenta mais um terço.

Guardar esse tipo de conteúdo no celular ou no computador, mesmo sem repassar para ninguém, também é crime. A pena, que antes era de 1 a 4 anos, sobe para entre 3 e 6 anos.

Violência sexual digital contra crianças: IA e deepfake entram como agravantes

Na prática dos crimes, o uso de inteligência artificial (IA) ou deepfake (tecnologia que recria rostos e vozes de pessoas reais em vídeos falsos) eleva a pena em um terço a dois terços. 

O mesmo agravamento vale para crimes cometidos com perfis falsos, jogos online ou por alguém que se aproveite de uma relação de confiança com a criança, como um familiar ou cuidador.

Os números mostram por que a urgência. O relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), citou dados da ONG Safernet Brasil que mostram que entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil, alta de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024.

A lei também garante às vítimas atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral.

Conteudos relacionados

Cabina de votação vazia em seção eleitoral ilustra abstenção em Minas Gerais no primeiro turno

Política

Recorde desde 1998: MG concentra 8 das 10 cidades com maior abstenção do Brasil

Mão pressionando botão confirma em urna eletrônica durante combate à desinformação nas eleições

Geral

Quem faltou ao 1º turno pode votar no segundo turno

Placa de Prefeitura Municipal com prédio ao fundo, em Belo Horizonte, onde foi publicada a lei que amplia a isenção de IPTU em BH para associações de delegados

Cidades

Prefeitura de BH amplia isenção de IPTU para nova categoria