Economia

Whirlpool, dona da Brastemp, fecha fábrica no México e investe R$ 300 mi no Brasil

Whirlpool fecha fábrica de geladeiras em Nuevo León até 2027 e direciona recursos para expandir produção em Rio Claro, no interior paulista

2 min de leitura
funcionários na linha de produção da fábrica Whirlpool fecha fábrica no México
Foto: Divulgação/Whirlpool

A Whirlpool anunciou o fechamento de sua fábrica de refrigeradores no México. A unidade de Apodaca, em Nuevo León, terá as atividades encerradas até o segundo trimestre de 2027. A multinacional, dona das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, atribui a decisão a uma reestruturação no segmento de refrigeração, com foco em redução de custos e eficiência operacional. 

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A produção será redistribuída: parte migra para Ramos Arizpe, em Coahuila; o volume restante vai para outras plantas do grupo.

Registros protocolados na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) projetam custo total de até US$ 165 milhões com a operação. Do montante, US$ 70 milhões exigirão desembolso efetivo de caixa ao longo do processo.

Operação de Argentina encerra antes do México

Antes do México, outra unidade já havia sido desativada. A planta de Pilar, na região metropolitana de Buenos Aires, foi aberta em 2022 após aporte de R$ 270 milhões, com capacidade para 300 mil lavadoras por ano. O encerramento foi anunciado em novembro de 2025, menos de três anos depois da inauguração.

A política econômica do governo Milei acelerou a decisão. Cortes de gastos e abertura às importações derrubaram a competitividade da produção local. Dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC) apontam queda de 38% na fabricação argentina de eletrodomésticos em fevereiro de 2026 ante o mesmo mês de 2025.

Enquanto isso, Rio Claro recebe R$ 300 milhões

No Brasil, a direção é oposta. Em maio deste ano, a Whirlpool confirmou investimento superior a R$ 300 milhões na fábrica de Rio Claro, no interior paulista, com geração estimada de 2.800 empregos diretos e indiretos.

Os ativos transferidos da Argentina para Rio Claro foram avaliados em US$ 36,7 milhões, reforçando a capacidade produtiva da planta paulista. A meta é tornar a unidade o maior polo de manufatura de lavadoras da América Latina. Mais de 20 robôs industriais entram na linha de produção, e 95% dos insumos passarão a ter origem nacional, segundo a companhia.

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