Dois membros da Guarda Nacional são baleados perto da Casa Branca, com Trump na Flórida
Dois membros da Guarda Nacional foram baleados nesta quarta-feira (26) em uma área movimentada perto da Casa Branca, no centro de Washington, disseram autoridades, colocando o prédio em confinamento com o presidente Donald Trump ausente na Flórida.
O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, disse inicialmente em uma postagem no X que ambas as vítimas eram membros da Guarda Nacional de seu Estado e haviam morrido em decorrência dos ferimentos, mas logo publicou uma segunda declaração citando “relatos conflitantes” sobre suas condições.
Um integrante do governo Trump disse que o suspeito do tiroteio havia sido levado a um hospital com ferimentos de bala. O motivo do tiroteio não ficou claro de imediato.
Trump está em seu resort em Palm Beach antes do feriado de Ação de Graças. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, está no Kentucky.
Em uma publicação na mídia social, Trump chamou o suspeito de atirador de “animal” que “pagaria um preço muito alto” e elogiou a Guarda Nacional.
O tiroteio ocorreu perto da Farragut Square, um local popular para o almoço de funcionários de escritórios a apenas alguns quarteirões da Casa Branca. O parque, cujos postes de iluminação estão decorados com guirlandas e laços para a temporada de festas, é ladeado por restaurantes de comida rápida, uma cafeteria e duas estações de metrô.
Stacey Walters, 43 anos, estava em um Uber perto da Casa Branca por volta das 14h15 (horário local) quando ouviu dois estrondos altos e viu crianças pequenas e outros pedestres correndo do local.
Ela disse que ouviu alguém gritar “Socorro! Socorro!” e viu o que pareciam ser agentes do Serviço Secreto dos EUA correndo atrás de alguém com um moletom com capuz.
Mike Ryan, de 55 anos, disse que estava indo comprar o almoço nas proximidades quando ouviu o que parecia ser um tiroteio. Ele correu meio quarteirão e ouviu outra série de tiros.
Quando voltou ao local, viu dois membros da Guarda Nacional no chão do outro lado da rua, com pessoas tentando reanimar um deles. Ao mesmo tempo, outros membros da Guarda Nacional haviam imobilizado alguém no chão, disse Ryan.
O incidente parece ter provocado uma resposta de todos os órgãos de segurança de Washington, desde o Serviço Secreto até a Polícia Metropolitana.
Os soldados da Guarda Nacional estão em Washington desde agosto, quando Trump os enviou para as ruas como parte de sua repressão à imigração e ao crime em cidades lideradas pelos democratas. Nesta quarta-feira, havia cerca de 2.200 soldados da Guarda Nacional em Washington, incluindo tropas do distrito, bem como de Louisiana, Mississippi, Ohio, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Geórgia e Alabama.
Trump, um republicano, sugeriu repetidamente que o crime desapareceu da capital como resultado da presença da Guarda Nacional, que foi fortemente criticada pelos democratas.
Conteúdo distribuído por Reuters
Ouça a rádio de Minas