Internacional

Lula diz que ataques dos EUA à Venezuela e captura de Maduro são ‘inaceitáveis’

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela durante a madrugada deste sábado (3) e capturaram Maduro
Lula diz que ataques dos EUA à Venezuela e captura de Maduro são ‘inaceitáveis’
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (3) que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela.

Em um comunicado, Lula disse ainda que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe” e que a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio.

“O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, acrescentou o presidente, classificando a ação dos EUA como “mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela durante a noite e capturaram Maduro, afirmou o presidente Donald Trump, após meses de pressão sobre ele por acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

Washington não faz uma intervenção tão direta na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para depor o líder militar Manuel Noriega devido a alegações semelhantes.

Uma fonte do Itamaraty disse à Reuters que o ataque dos EUA pegou todo mundo de surpresa. O Brasil esperava uma ação norte-americana contra a Venezuela, mas não nessa magnitude, segundo a fonte.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil realiza reunião, comandada pela secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, para avaliar a situação na Venezuela. O chanceler Mauro Vieira estava em férias e está voando de volta ao Brasil. O ministro da Defesa, José Múcio, participa da reunião.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à Reuters que a Venezuela fechou as fronteiras com o Brasil após os ataques dos Estados Unidos contra o país.

“Nosso adido policial e adido adjunto estão na embaixada em Caracas, colhendo informações para assessorar a embaixadora e tentar antever movimentos. Por enquanto, todos em segurança”, disse Rodrigues.

Nos últimos anos, Roraima, Estado que faz fronteira com a Venezuela, tem recebido um grande fluxo de imigrantes.

Reportagem distribuída pela Reuters

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