Médicos da Inglaterra iniciam greve de seis dias após rejeitarem acordo salarial proposto pelo governo
Os médicos residentes na Inglaterra iniciaram uma greve de seis dias nesta terça-feira, após rejeitarem uma oferta que o governo disse que não poderia ser melhor, com a Associação Médica Britânica (BMA) dizendo que a proposta não é capaz de reverter anos de erosão salarial e pressões sobre a equipe.
A greve durante o feriado da Páscoa deve se estender até a manhã de 13 de abril, depois que um ultimato de 48 horas do primeiro-ministro Keir Starmer passou sem acordo.
O governo agora retirou a promessa de financiar 1.000 postos adicionais de treinamento especializado que, segundo ele, dependia da aceitação do acordo.
O ministro da Saúde, Wes Streeting, disse que o governo não estava preparado para gastar o dinheiro necessário para os serviços aos pacientes em um acordo que considerava inacessível, estimando que a greve custaria ao serviço de saúde cerca de 50 milhões de libras (US$66 milhões) por dia, ou 300 milhões durante os seis dias de greve.
Falando na Times Radio nesta terça-feira, Streeting disse que os médicos residentes haviam garantido o maior aumento salarial de qualquer grupo do setor público durante o governo trabalhista, mas que haviam rejeitado a oferta sem apresentar uma contraproposta.
Streeting havia dito que a oferta “não poderia ser melhor do que essa” ao pedir que o sindicato reconsiderasse no mês passado.
A BMA representa cerca de 55.000 dos médicos residentes, anteriormente conhecidos como médicos juniores, que constituem quase a metade da força de trabalho médica.
Conteúdo distribuído por Reuters
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