MPMG investiga a empresa 123 Milhas por ‘movimentações suspeitas’

Operação Mapa de Milhas foi realizada nesta quinta-feira (1/2) com o objetivo de cumprir 17 mandados de busca e apreensão

1 de fevereiro de 2024 às 16h26

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Crédito: MPMG/ Divulgação

O grupo 123 Milhas é alvo de investigação criminal pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). O órgão analisa movimentações financeiras suspeitas que teriam sido realizadas no início da crise que tomou conta da empresa nos últimos meses.

Na manhã desta quinta-feira (1), o MPMG realizou a operação Mapa de Milhas, com o apoio da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), com objetivo de cumprir 17 mandados de busca e apreensão em endereços de empresas e pessoas ligadas ao grupo.

Durante a ação, foram apreendidos documentos, computadores, notebooks e celulares que serão analisados pela Polícia Civil. Essa investigação é uma das três frentes de ação do Ministério Público no “Caso 123 Milhas”, e visa desvendar se a atuação da companhia foi resultado de má gestão ou de prática criminosa, o que pode caracterizar lavagem de dinheiro. O órgão também está à frente das ações de proteção ao consumidor e da Recuperação Judicial do grupo.

Busca e apreensão

Todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Belo Horizonte, em residências e estabelecimentos de empresas e pessoas físicas ligadas ao grupo, segundo a delegada da Polícia Civil, Karla Hermont. Ela também revela que os investigados estavam nas residências no momento da operação.

“Foram recolhidos em cada um dos locais, tanto nas residências quanto nos estabelecimentos, um vasto material, incluindo documentos, mídias, computadores, notebooks. Os aparelhos celulares dos investigados foram apreendidos também”, revela.

Todo material recolhido passará por uma análise conjunta dos órgãos que compõem a UCC, Polícia Civil, Ministério Público, dentre outros. “Agora a gente vai fazer uma análise desse material para, de fato, concluir os indícios iniciais que subsidiaram os pedidos de mandado de busca e apreensão”, completa.

De acordo com o promotor Rodrigo Storino, foram observadas antecipações de ativos e movimentações financeiras e imobiliárias suspeitas envolvendo pessoas ligadas à companhia, incluindo membros da família controladora da empresa, e terceiros. Essas movimentações teriam ocorrido em um período próximo ao cancelamento do programa Linha Promo da 123 Milhas, e do pedido de Recuperação Judicial da empresa.

Possíveis crimes

O promotor Rodrigo Storino ainda explica que a investigação recai sobre a possibilidade da Linha Promo ter sido elaborada e executada de maneira fraudulenta, o que poderia caracterizar crime de estelionato. Se essa hipótese se confirmar, as movimentações financeiras passam a ter um caráter ilícito e podem configurar crime de lavagem de dinheiro. “Isso tudo de uma forma articulada e com divisão de tarefas também configuraria um crime de associação criminosa”, completa.

Storino reforça que o objetivo do Ministério Público é descobrir se houve uma atuação criminosa dos envolvidos ou a má administração de um negócio que causou prejuízos a milhares de pessoas que, somados, chegam à casa dos milhões. “Ao criar esse programa, a 123 Milhas agiu de maneira fraudulenta, sim ou não? A resposta para essa pergunta irá gerar ou não a repercussão criminal”, conclui.

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