Câmara de BH vê caminho livre para empréstimo de R$ 1 bi para o Anel Rodoviário
O projeto de lei (PL) em tramitação que autoriza a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) a contratar cerca de R$ 1 bilhão em créditos para obras no Anel Rodoviário deverá ter caminho livre na Câmara dos Vereadores (CMBH). A declaração foi dada pelo presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), durante o Café Empresarial, nesta terça-feira (7). O evento, realizado pela Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), busca aproximar parlamento e empresariado.
De acordo com Lopes, a proposta tende a encontrar ambiente favorável entre os vereadores, justamente pelo caráter específico do investimento. Embora seja papel do Legislativo analisar e pedir esclarecimentos, o parlamentar diz que não há, a princípio, resistência ao projeto. “Quero entender qual vereador seria contra uma melhoria dessa magnitude no Anel Rodoviário”, pontua.
Em caso de aprovação na CMBH, o empréstimo em questão será requisitado ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), mais conhecido como “Banco do Brics”, bloco composto por dez países de economia emergente, incluindo o Brasil. O valor deverá permitir obras como o alargamento de pontes e viadutos, a ampliação da sinalização e intervenções estruturais para aumentar a segurança.
Com isso, segundo o presidente da Casa, a população belo-horizontina verá “outro Anel Rodoviário”, com melhorias na mobilidade e, principalmente, na segurança viária para motoristas da Capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), até o fim da gestão do atual prefeito Álvaro Damião (União Brasil), mandato que se encerrará em 31 de dezembro de 2028. Damião assumiu o cargo em 3 de abril de 2025 após o falecimento do titular, Fuad Noman.
Atualmente, o PL de recursos para o Anel aguarda parecer da Comissão de Legislação e Justiça (CLJ). Em seguida, deverá passar por outras comissões antes de ir ao Plenário.
Anel Rodoviário já apresentou melhorias, diz Lopes
Primeiro convidado a falar na série de palestras realizada pela ACMinas entre parlamentares e empresários, Lopes afirmou que, embora as mudanças estruturais no Anel Rodoviário ainda dependam de novos investimentos, já é possível observar avanços desde que a gestão da via foi municipalizada, em setembro do ano passado. Ele pediu paciência à população. “O Anel Rodoviário ficou muito tempo sem intervenções significativas. Agora são poucos meses de gestão municipal. As pessoas querem resultados imediatos, mas é um processo”, declara.
Segundo o chefe do Legislativo da Capital, intervenções iniciais, como reforços na sinalização, na limpeza das margens e na retirada de entulho, já trouxeram melhorias perceptíveis para quem utiliza o trecho diariamente. Morador da região do Barreiro, o vereador pontuou que ele próprio vivencia “de perto” a realidade da via e avalia que o Anel, hoje, funciona como uma avenida urbana dentro da cidade.
Outro ponto abordado por ele foi a instalação de radares ao longo da via, mudança frequentemente criticada de motoristas. O vereador defende que os equipamentos contribuíram para a redução de acidentes, especialmente em um trecho historicamente marcado por tragédias envolvendo veículos pesados. “As pessoas reclamam, mas é preciso avaliar quantos acidentes deixaram de acontecer depois da instalação dos radares”, completa.
Lopes ainda falou sobre a importância do futuro Rodoanel para desafogar o trânsito. A expectativa é que a nova estrutura retire o fluxo de caminhões pesados da via atual, permitindo que o Anel funcione efetivamente como uma avenida urbana.
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