Varejo é o setor mais atingido por golpes digitais no Brasil; saiba como se proteger
Uma “praga” dos tempos modernos. Assim pode ser definido o alto volume de golpes digitais que afeta milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Mesmo com várias recomendações, os golpes digitais evoluem e exigem atenção constante dos consumidores para que não caiam em novas armadilhas.
Em períodos de maior apelo comercial, como a Black Friday e o Natal, o risco se intensifica. Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, os impactos para os setores econômicos também são significativos.
A Branddi, empresa especialista em proteção de marcas no ambiente digital, realizou uma pesquisa nacional com pessoas de todos os estados do Brasil para analisar o cenário de golpes on-line no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do País.
O estudo revelou que o varejo foi o setor mais afetado no período, concentrando 40% dos ataques digitais, seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%). Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, as fraudes geram perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas envolvidas.

O levantamento também mostra os principais sinais percebidos pelos consumidores e que ajudam a identificar fraudes on-line:

Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe
As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem: 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook. Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%).
Como se proteger dos golpes on-line?
Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo o CEO da Branddi, Diego Daminelli, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra.
“Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop, -oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica.
“Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”, diz.
“Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra”, completa Daminelli.
Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua. “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza.
Metodologia da pesquisa
Na pesquisa realizada em 12 de janeiro, foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do País, incluindo mulheres e homens, com idade a partir de 18 anos e de todas as classes sociais. Os dados do estudo foram levantados por meio de uma plataforma de pesquisas on-line. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
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