Uma mudança estrutural na Meta resultou no desligamento de aproximadamente 10% de seu quadro global de colaboradores, totalizando 8.000 demissões. Conforme reportado pelo Business Insider, as dispensas ocorreram em três etapas consecutivas no dia 20 de maio, atingindo consecutivamente a Ásia, a Europa e o continente americano por meio de comunicados eletrônicos enviados às 4h da madrugada de cada localidade.
Em paralelo, a organização congelou 6.000 postos de trabalho que estavam em aberto e transferiu 7.000 profissionais para frentes focadas em novas tecnologias.
Para os afetados no território norte-americano, os pacotes de desligamento incluem o pagamento de 16 semanas de vencimentos básicos, um adicional de duas semanas por ano de serviço prestado e um plano de assistência médica com duração de 18 meses.
Redirecionamento financeiro
O movimento reflete o redirecionamento financeiro e operacional da companhia para o segmento de inteligência artificial generativa. Mark Zuckerberg, presidente da instituição, classificou o processo como uma reinicialização dos negócios.
Recentemente, a empresa aportou 14 bilhões de dólares na Scale AI e lançou o Muse Spark, sua nova ferramenta de linguagem de grande porte, além de expandir o orçamento do Meta Superintelligence Labs para a contratação de especialistas no setor.
O balanço financeiro mais recente aponta que o orçamento projetado para investimentos estruturais este ano deve oscilar entre 125 bilhões e 145 bilhões de dólares, representando quase o dobro do montante registrado no ano anterior. Os recursos financeiros serão aplicados na fabricação de semicondutores exclusivos, montagem de infraestruturas de dados e no aprendizado de sistemas computacionais.




