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Fim da linha: 5 milhões de famílias foram excluídas do Bolsa Familia

Por Pedro Silvini
26/05/2026
Em Geral
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Bolsa Família

(Reprodução/MDS)

Mais de 5,4 milhões de famílias deixaram o programa Bolsa Família desde março de 2023 após ultrapassarem os limites de renda exigidos para permanência no benefício.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a saída ocorreu principalmente porque parte dos beneficiários conseguiu melhorar a renda familiar, seja por meio de emprego formal, empreendedorismo ou ampliação dos ganhos mensais.

“O Bolsa Família não é só transferência de renda. Ele é um programa que abre portas para as pessoas crescerem. Agora, quem diz isso é a ciência”, declarou o ministro Wellington Dias.

Mesmo após o aumento da renda, milhões de famílias continuam recebendo parte do benefício graças à chamada Regra de Proteção. Atualmente, cerca de 2,44 milhões de famílias estão incluídas nesse mecanismo, que permite manter 50% do valor do Bolsa Família por até 12 meses.

A regra vale para famílias que:

  • ultrapassaram a renda de R$ 218 por pessoa;
  • mas ainda permanecem abaixo de R$ 706 per capita.

O objetivo é evitar que beneficiários percam imediatamente toda a assistência ao conseguirem emprego ou aumento salarial.

Quem pode receber o Bolsa Família

O programa é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. A inscrição pode ser feita em unidades da assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

Além da renda, o governo exige o cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação. Entre as obrigações estão:

  • matrícula e frequência escolar de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos;
  • acompanhamento pré-natal de gestantes;
  • vacinação em dia;
  • monitoramento do crescimento infantil de crianças menores de 7 anos.

Programa garante mínimo de R$ 600

O Bolsa Família mantém o valor mínimo de R$ 600 por família, considerando a soma dos benefícios.

O programa inclui pagamentos complementares conforme o perfil familiar:

  • R$ 150 extras por criança de até 6 anos;
  • R$ 50 adicionais para gestantes;
  • R$ 50 para jovens entre 7 e 17 anos;
  • R$ 50 por bebê de até sete meses.

Atualização do CadÚnico evita bloqueios

O governo reforça que manter os dados atualizados no CadÚnico é essencial para evitar suspensão ou bloqueio do benefício.

A recomendação é atualizar o cadastro a cada 24 meses ou sempre que houver mudanças na composição familiar, endereço ou renda.

Para isso, o responsável familiar deve comparecer a um posto da assistência social levando:

  • documentos de todos os moradores da residência;
  • comprovantes de renda;
  • documentos pessoais atualizados.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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