O governo da Coreia do Sul tinha anunciado um projeto para acabar com a separação obrigatória por gênero em enfermarias hospitalares, seguindo uma tendência de outros países, como Japão e Canadá. Porém, diante de uma forte repercussão negativa do anúncio, o governo sul-coreano decidiu abandonar a proposta, algo confirmado por um funcionário do Ministério da Saúde à AFP (Agence France-Presse).
De acordo com o Carta Capital, o projeto tinha sido apresentado em maio como parte de uma reforma regulatória mais ampla, para facilitar que familiares e casais de gêneros diferentes pudessem dividir quartos hospitalares. Um dos argumentos a favor é que alguns hospitais já permitem que casais de gêneros diferentes compartilhem quartos com dois leitos.
Como já mencionamos, a medida gerou uma enorme reação negativa. No site de avisos legislativos do governo, foram publicados mais de quatro mil comentários contrários à medida, alegando que não separar enfermarias por gêneros aumentaria o risco de crimes sexuais contra pacientes mulheres. Um dos comentários afirmava que era “uma lei ignorante que menospreza o medo e a ansiedade das pacientes”.
Um funcionário do Ministério de Saúde sul-coreano confirmou à AFP que eles vão manter a obrigatoriedade da separação por gênero no sistema de saúde, com exceção de UTIs ou de quartos com dois leitos ocupados por casais ou pessoas da mesma família.
No Brasil, existe essa separação obrigatória por gênero nas enfermarias?
A separação de enfermarias por gênero não é imposta por uma lei federal, como no caso da Coreia do Sul, mas é considerada uma diretriz de boas práticas, com a maioria dos hospitais dividindo seus pacientes de acordo com o sexo biológico.




