O governo do Japão está se preparando para reduzir, apenas temporariamente, o imposto sobre o consumo de alimentos a apenas 1%, de acordo com a Agência Reuters. A alíquota atual é de 8%. A Reuters aponta que ainda não existem sinais claros de como essa redução do imposto seria financiada e que isso poderia pressionar ainda mais as finanças do país asiático, que já estão em uma situação complicada.
Apresentada por um alto dirigente do Partido Liberal Democrático (PLD) a um comitê na quarta-feira passada (17), a proposta reduziria o imposto sobre o consumo de alimento drasticamente, de 8% para apenas 1%, por dois anos a partir de abril do ano que vem. Trata-se de uma medida provisória até o governo japonês introduzir um sistema de benefícios vinculado à renda.
Esse imposto sobre o consumo de alimentos foi introduzido em 1989, com uma alíquota de 3%, sendo aumentado gradualmente até chegar aos 10%. Em 2019, a alíquota foi temporariamente reduzida para 8%. Segundo o Instituto de Pesquisa Daiwa, reduzir essa alíquota vai reduzir a receita em cerca de 4,4 trilhões de ienes do orçamento anual do Japão.
Por que o Japão vai diminuir imposto sobre consumo?
“A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enfrenta pressão para cumprir uma promessa de campanha eleitoral feita em fevereiro de isentar alimentos do imposto para amortecer o impacto do aumento do custo de vida sobre as famílias”, explica matéria da Reuters.
Essa redução temporária de imposto seria acompanhada de benefícios em dinheiro destinados às famílias japonesas de baixa e média renda, com pagamentos de cerca de 600 bilhões de ienes (cerca de R$ 19,6 bilhões) por ano.




