A estrutura societária do Atlético-MG se diferencia de outras SAFs do futebol brasileiro por não concentrar o controle em um único investidor. O clube é administrado pela Galo Holding, que detém 75% das ações da Sociedade Anônima do Futebol, enquanto os 25% restantes permanecem sob a associação civil do clube, responsável pelo modelo tradicional e pelas atividades sociais e esportivas não profissionais.
A Galo Holding foi constituída em novembro de 2023 e assumiu a gestão do futebol profissional e de ativos estratégicos do clube, como a Arena MRV e a Cidade do Galo. O grupo reúne investidores do mercado financeiro e imobiliário, entre eles Rubens Menin, além de Rafael Menin, Ricardo Guimarães e outros sócios.
A força financeira de Rubens Menin, um dos principais nomes ligados à SAF alvinegra, está diretamente associada ao desempenho de seu conglomerado de negócios em diferentes setores da economia.
Fundada em 1979, a construtora MRV já ultrapassou a marca de 550 mil imóveis entregues e tem valor de mercado próximo de R$ 4,9 bilhões na B3. Menin controla cerca de 32,5% das ações da companhia, que também detém os naming rights da Arena MRV até 2033, reforçando a integração entre seus negócios e o projeto esportivo do Atlético.
Outro pilar do grupo é o Banco Inter, instituição que cresceu de 200 mil para 43 milhões de clientes em apenas sete anos e registrou lucro estimado em R$ 1,3 bilhão em 2025, segundo projeções de mercado.
Portfólio inclui mídia, imóveis e investimentos internacionais
Além da atuação no setor financeiro e imobiliário, Rubens Menin diversifica sua presença empresarial em áreas como mídia e ativos internacionais. Entre seus investimentos estão a CNN Brasil, a Rádio Itatiaia, a Log Commercial Properties e a vinícola portuguesa Menin Douro Estates.
Esse conjunto de ativos coloca o empresário em posição de destaque entre os bilionários brasileiros, segundo rankings que consideram participações em empresas públicas e privadas, imóveis, aeronaves e obras de arte.
Embora não haja um “salário” fixo associado ao comando da SAF do Atlético-MG, a dimensão do portfólio de Menin o coloca entre os grandes nomes do empresariado nacional, atrás apenas de figuras como Eduardo Saverin no topo do ranking brasileiro de fortunas.




