O Corinthians venceu o Internacional por 2 a 1 na noite desta quinta-feira (6), na Neo Química Arena, mas o resultado não foi suficiente para garantir a classificação às quartas de final da Copa do Brasil. Depois de perder por 2 a 0 no jogo de ida, no Beira-Rio, o Timão terminou eliminado pelo placar agregado de 3 a 2. A queda aumentou a pressão sobre o técnico Fernando Diniz, de 52 anos, que foi vaiado e hostilizado por torcedores após o apito final.
O Corinthians entrou em campo precisando devolver a diferença construída pelo Internacional no primeiro confronto. Apesar de conseguir marcar duas vezes em Itaquera, a equipe não encontrou o terceiro gol necessário para levar a decisão adiante.
Mesmo com nove minutos de acréscimos determinados pela arbitragem, o Timão não conseguiu balançar as redes novamente. A eliminação encerrou a tentativa do clube de defender o título conquistado na edição anterior e buscar o quinto troféu da Copa do Brasil da história.
Após a partida, Fernando Diniz direcionou parte da análise à arbitragem. O treinador reclamou de uma falta em Kaio César na origem da jogada que terminou no gol do Internacional e também questionou o tempo de acréscimo concedido no segundo tempo.
Para Diniz, o lance em Kaio César deveria ter sido marcado antes do contra-ataque que resultou no gol colorado. O técnico também voltou a citar um episódio da partida de ida, quando Matheus Bidu caiu na área e ele considerou que houve pênalti não marcado.
O comandante corintiano ainda questionou a postura do árbitro em relação à cera praticada pelo Internacional. Segundo ele, o jogo terminou antes de serem cumpridos integralmente os nove minutos indicados na placa de acréscimos.
A avaliação provocou forte reação entre os torcedores presentes na Neo Química Arena. Diniz deixou o gramado sob vaias e xingamentos, enquanto a eliminação aumentou a insatisfação com o desempenho da equipe.
Técnico comenta crise financeira do Corinthians
Na entrevista coletiva após a partida, Diniz também falou sobre a delicada situação financeira do Corinthians. O treinador afirmou que conhecia a realidade do clube antes de aceitar o trabalho e disse confiar no presidente Osmar Stabile, apesar de conhecê-lo há pouco tempo.
O Corinthians enfrenta três transfer bans, que impedem o registro de novos jogadores e representam cerca de R$ 22 milhões em pendências. Além disso, a dívida geral do clube ultrapassa R$ 3 bilhões.

Diniz destacou que os problemas financeiros são anteriores à atual administração e afirmou enxergar seriedade no trabalho de Stabile e dos demais integrantes da diretoria. Para o treinador, a gestão precisa conciliar o pagamento das dívidas com a necessidade de montar um elenco competitivo.
O técnico também comentou os problemas enfrentados pelo gramado da Neo Química Arena. O campo passou por uma reforma durante a pausa para a Copa do Mundo, mas voltou a apresentar condições consideradas ruins, prejudicando o desempenho do Corinthians em casa e aumentando a preocupação com possíveis lesões.
Um dos casos citados envolve Zakaria Labyad, que sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho em Itaquera. A condição do gramado passou a ser mais um dos problemas enfrentados pelo clube em meio à pressão após a eliminação na Copa do Brasil.












