O preço do gás de cozinha começou a cair na Bahia após uma redução aplicada pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado para distribuidoras. O reajuste, que entrou em vigor no último sábado (1º), reduziu o valor do produto em cerca de 7,1% e pode representar uma economia de até R$ 4 no botijão de 13 quilos para os consumidores.
Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindrevgás), a expectativa é que a redução seja percebida pelos consumidores ao longo desta semana, conforme o repasse seja realizado pelas distribuidoras e revendedoras.
A Acelen informou que o preço do GLP vendido às distribuidoras passou de R$ 4.281 para R$ 3.985 por tonelada, uma redução de aproximadamente 6,9% conforme os dados divulgados pela empresa.
A companhia explicou que os valores seguem critérios de mercado e são definidos a partir de fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do câmbio e os custos de transporte.
A empresa também destacou que o reajuste é aplicado inicialmente às distribuidoras, que posteriormente repassam a mudança para as revendedoras. Por isso, o impacto final no preço do botijão depende da política adotada por cada estabelecimento.
Sindicato estima redução de até R$ 4 no botijão
De acordo com o presidente do Sindrevgás, Roberto Souza, a queda no preço praticado pelas revendedoras deve ficar entre R$ 3 e R$ 4 por botijão.
O sindicato ressalta, porém, que o consumidor não sente necessariamente a mudança de forma imediata, já que os estoques comprados anteriormente ainda podem ser vendidos pelo preço antigo antes da atualização completa da cadeia de distribuição.
Setor enfrenta disputa por aumento da demanda
Além da redução recente, o mercado de gás de cozinha passa por mudanças devido ao aumento da demanda provocado pela ampliação de programas sociais voltados ao fornecimento de GLP.
Em 2026, a importação de botijões fabricados na China cresceu de forma expressiva. Dados do setor apontam que as compras externas passaram de aproximadamente 9,9 mil unidades em 2025 para mais de 515 mil apenas no primeiro semestre deste ano, com cerca de 90% dos recipientes vindos do mercado chinês.
O avanço das importações abriu uma disputa entre fabricantes nacionais de botijões e distribuidoras de gás. A indústria brasileira defende medidas para aumentar a proteção contra produtos estrangeiros, alegando concorrência desigual. Já as distribuidoras afirmam que a produção nacional não seria suficiente para atender ao aumento da demanda no curto prazo.
Governo amplia ações para reduzir impacto do gás
O preço do gás de cozinha também passou a ser foco de medidas federais diante do impacto do produto no orçamento das famílias de baixa renda.
Entre as iniciativas está a ampliação de programas de subsídio ao GLP para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com prioridade para públicos em situação de vulnerabilidade.
O objetivo das ações é reduzir o peso do botijão de 13 quilos no orçamento doméstico e ampliar o acesso ao gás de cozinha, considerado um item essencial para a segurança alimentar das famílias brasileiras.











