Brasileiros que olharem para o céu nesta sexta-feira (18) poderão observar Vênus em uma de suas aparições mais brilhantes de 2026. O planeta atingirá magnitude -4,8, nível de luminosidade que o tornará facilmente visível a olho nu após o pôr do sol. Para acompanhar o fenômeno, a orientação é procurar o horizonte oeste, na mesma direção em que o Sol desaparece, onde Vênus aparecerá próximo ao horizonte e abaixo da posição que costuma ocupar no céu noturno.
De acordo com informações da Nasa, o momento de maior brilho está previsto para ocorrer às 23h no horário universal (UTC) de 18 de setembro. A intensidade será muito superior à de qualquer estrela e fará de Vênus o ponto mais chamativo do céu noturno depois da Lua.
O fenômeno poderá ser acompanhado de diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil. A observação não exige telescópio ou equipamentos especiais, mas é importante esperar o Sol se pôr completamente e buscar um local com visão desimpedida para a direção oeste.

Por que Vênus ficará tão brilhante?
O brilho excepcional do planeta está relacionado à combinação entre sua distância da Terra e a parte de sua superfície iluminada pelo Sol que permanece visível para nós. Atualmente, Vênus está relativamente próximo do planeta e apresenta uma fase crescente fina, fazendo com que seu disco aparente tenha um tamanho considerável quando observado por meio de telescópios.
Embora uma parte menor de Vênus esteja iluminada, o planeta compensa essa redução porque está mais próximo da Terra. Essa combinação faz com que uma quantidade significativa de luz solar refletida chegue até nós, produzindo o intenso brilho observado no céu.
Vênus é normalmente o terceiro objeto mais brilhante do céu terrestre, atrás apenas do Sol e da Lua. Nesta sexta-feira, porém, sua luminosidade estará em um dos pontos máximos do ciclo atual, atingindo magnitude -4,8.
A chamada maior elongação de Vênus depende justamente da relação entre o tamanho aparente do planeta e sua fase. Conforme o planeta se aproxima da chamada conjunção inferior, quando passa entre a Terra e o Sol, sua aparência muda e a parcela iluminada visível diminui. Ao mesmo tempo, sua proximidade faz com que o disco do planeta pareça maior.
Atualmente, o diâmetro aparente de Vênus chega a aproximadamente 40 segundos de arco quando observado por telescópios, reflexo de sua relativa proximidade com a Terra.
Brilho antecede aproximação entre Vênus, Terra e Sol
O período de maior luminosidade ocorre pouco antes de Vênus alcançar a conjunção inferior, prevista para 23 e 24 de outubro de 2026. Nesse momento, o planeta passará entre a Terra e o Sol e sua face voltada para nós ficará quase completamente sem iluminação direta.
A conjunção não significa, porém, que Vênus passará exatamente diante do Sol. Quando isso ocorre, o alinhamento específico recebe o nome de trânsito de Vênus. Esse fenômeno é extremamente raro: o próximo trânsito está previsto somente para os dias 10 e 11 de dezembro de 2117.
Por enquanto, a configuração orbital é favorável à observação do planeta no céu após o entardecer. Nesta sexta-feira, Vênus estará em sua chamada maior brilhância, resultado da combinação entre a proximidade relativa da Terra e uma parcela ainda significativa de sua face iluminada voltada para o nosso planeta.











