Uma movimentação recente envolvendo o Nubank no mercado brasileiro passou a influenciar negociações no futebol e pode impactar diretamente a Caixa Econômica Federal. O Sport Club Corinthians Paulista pretende usar como base um acordo firmado no setor para propor um novo modelo de investimento ligado à sua arena.
A diretoria do clube paulista planeja apresentar à Caixa uma proposta para aquisição dos naming rights da Neo Química Arena, com o objetivo de abater a dívida contraída na construção do estádio, estimada em cerca de R$ 660 milhões.
O parâmetro utilizado pelo Corinthians vem de um acordo envolvendo a construtora WTorre, responsável pela arena do Sociedade Esportiva Palmeiras. A empresa fechou contrato com o Nubank para exploração de naming rights em valores próximos de R$ 51 milhões anuais.
Com base nesse modelo, o Corinthians pretende propor à Caixa um contrato na faixa de R$ 52 milhões a R$ 53 milhões por ano. A ideia é firmar um vínculo de longo prazo, inicialmente estimado em 10 anos, que poderia totalizar entre R$ 520 milhões e R$ 530 milhões.
Outra alternativa considerada pelo clube envolve um contrato mais longo, de até 15 anos, mantendo valores semelhantes por temporada.

Estratégia busca quitar dívida da Arena
A proposta faz parte de uma estratégia para equacionar a dívida do estádio, com a Caixa assumindo os direitos de nome da arena. Caso o acordo avance, o valor arrecadado poderia ser utilizado diretamente para quitar ou reduzir o débito.
Atualmente, o estádio possui contrato de naming rights com o grupo Hypera Pharma, válido até 2040. No entanto, a atual gestão avalia alternativas que possam gerar maior retorno financeiro e acelerar a solução da dívida.
A negociação ainda depende de aval do governo federal e da própria Caixa, que é a principal credora da obra. Uma reunião entre as partes está prevista para os próximos dias, quando os valores e condições devem ser oficialmente apresentados.




