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Brasileiros de 3 profissões podem ganhar 40% a mais no salário com novo projeto

Por Pedro Silvini
02/09/2026
Em Geral
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Salário Mínimo

(Reprodução/Waldemir Barreto/Agência Senado)

Coveiros, sepultadores e catadores de lixo podem passar a ter direito a um adicional de insalubridade de 40% caso o Projeto de Lei 3028/26 seja aprovado pelo Congresso Nacional. Em tramitação na Câmara dos Deputados, a proposta determina que o benefício seja concedido automaticamente em grau máximo para profissionais expostos às condições consideradas de risco nessas atividades.

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A medida alcançaria trabalhadores envolvidos em diferentes etapas relacionadas ao manejo de resíduos urbanos e cadáveres, incluindo coleta, transporte, triagem, exumação e sepultamento. Pelo texto, não seria necessário realizar um laudo pericial individual para reconhecer o direito ao adicional.

A proposta estabelece uma exceção às regras gerais utilizadas para caracterizar a insalubridade no ambiente de trabalho. Atualmente, o benefício é destinado a profissionais submetidos a agentes nocivos à saúde acima dos limites de tolerância definidos pelas normas trabalhistas.

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A legislação divide o adicional em três níveis: 10% para atividades classificadas como de grau mínimo, 20% para grau médio e 40% para grau máximo. Em condições normais, o enquadramento depende da análise do ambiente de trabalho e de um laudo produzido por profissional habilitado.

O PL 3028/26 pretende estabelecer diretamente o grau máximo para coveiros, sepultadores e catadores de lixo, eliminando a necessidade de uma avaliação individual para comprovar a exposição aos agentes insalubres.

Exposição a vírus, bactérias e materiais contaminados

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), atualmente na suplência, argumenta que os trabalhadores dessas categorias estão permanentemente expostos a agentes biológicos que podem representar riscos à saúde.

Entre os perigos citados estão o contato com vírus, bactérias, fungos, materiais contaminados e corpos. A proposta considera que a própria natureza dessas funções justifica o reconhecimento automático da exposição em grau máximo.

Segundo a parlamentar, além de representar uma forma de valorização para profissionais que desempenham funções indispensáveis ao funcionamento das cidades, a mudança também poderia diminuir a burocracia e reduzir conflitos judiciais relacionados ao reconhecimento da insalubridade.

A deputada defende que a medida corrige uma situação considerada injusta para categorias que enfrentam riscos diariamente durante o exercício de suas funções.

Empresas e governos terão prazo para adequação

Caso o projeto seja aprovado e transformado em lei, estados, municípios, Distrito Federal e empresas privadas terão 90 dias para adaptar suas folhas de pagamento às novas regras.

A proposta ainda não está em vigor. O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Depois da análise na Câmara, o projeto ainda precisará passar pelo Senado Federal. Somente após a aprovação nas duas Casas e a conclusão das demais etapas do processo legislativo poderá se transformar em lei.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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