Imagine a seguinte situação: você tem uma dívida de R$ 12,3 mil. Quatro anos depois, descobre que essa dívida multiplicou 65 vezes e que agora você está devendo mais de R$ 788 mil ao seu banco. Foi isso que aconteceu com um cliente do Nubank, que viu esse aumento absurdo de uma dívida de cartão de crédito contraída em janeiro de 2022 por causa dos juros cobrados. Diante da situação, ele acionou a Secretaria do Consumidor do Distrito Federal.
De acordo com a coluna Grande Angular, do Metrópoles, a secretaria notificou a fintech, pedindo esclarecimentos “sobre as práticas adotadas na cobrança de juros, encargos financeiros, crédito rotativo e parcelamento de fatura do cartão de crédito.”
O secretário do Consumidor, Samuel Konig, explica que a secretaria está dando uma oportunidade para que a instituição se explique, comprove e ajuste suas práticas e que, se esse tipo de conduta não for corrigida, pode virar multas no futuro para a instituição. “Crédito não pode virar armadilha, dívida não pode significar perda de dignidade e nenhum consumidor pode ser esmagado por juros, encargos ou contratos que ele não consegue compreender”, defendeu Konig.
Apenas em 2026, a Secretaria do Consumidor recebeu 77 reclamações contra o Nubank. No ano passado, foram 211 registros de queixas contra a fintech.
Nubank se pronunciou sobre o caso
Procurado pelo Metrópoles, o Nubank enviou uma nota afirmando que está constantemente buscando oferecer aos clientes alternativas para que eles possam resolver créditos em atraso, como descontos e parcelamentos, além de manter iniciativas de educação financeira voltadas para os seus clientes.



