De março de 2023 até maio de 2026, mais de 430 mil famílias em Minas Gerais deixaram o programa Bolsa Família. Essa saída significativa é atribuída principalmente ao aumento da renda familiar, impulsionado pela geração de empregos formais e novas iniciativas de empreendedorismo no estado.
Em Belo Horizonte, capital do estado, 1.560 famílias foram desligadas do programa, superando números de outras cidades da região, como Contagem e Uberlândia. A mudança destaca a ampliação das oportunidades de emprego e negócios, que elevaram a renda das famílias além dos limites estipulados pelo Bolsa Família.
Segundo a Regra de Proteção, essas famílias podem manter parte do benefício temporariamente, facilitando a transição para a autossuficiência econômica.
Cenário nacional
Minas Gerais não está sozinha nessa transição. Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família no mesmo período devido ao aumento da renda. Estados como São Paulo e Bahia também registraram um grande número de desligamentos, indicando uma tendência econômica positiva.
A política de transição da versão atual do Bolsa Família, que permite que as famílias mantenham parte do benefício enquanto se adaptam à sua nova condição financeira, estaria contribuindo para essa mudança.
Esses dados indicam um avanço na inclusão produtiva dos beneficiários do Bolsa Família. O aumento da adesão a empregos formais e iniciativas de empreendedorismo refletem a eficácia das políticas públicas em promover uma economia mais robusta.




