O Reino Unido tomou uma medida marcante ao proibir a venda de cigarros para menores nascidos a partir de 2009. A nova legislação, aprovada pelo Parlamento em abril de 2026, terá início assim que receber a sanção real. A decisão teve repercussão mundial.
Agora, outra aprovação com repercussão mundial foi anunciada na Turquia, país transcontinental situado principalmente na Ásia e uma pequena parte na Europa.
Nesta quarta-feira, 22 de abril, o parlamento turco aprovou uma legislação que proíbe menores de 15 anos de acessarem redes sociais. A decisão exige que empresas de tecnologia implementem sistemas rigorosos de verificação de idade no território turco.
Esta medida foi impulsionada por preocupações com a segurança digital e o bem-estar das crianças, colocando a Turquia entre os primeiros países a adotar tal abordagem.
A nova lei segue um movimento global onde países como a Austrália já implementaram regulamentações semelhantes. A Austrália, por exemplo, proíbe o acesso de menores de 16 anos desde dezembro de 2025.
Pressão sobre empresas de tecnologia
Seguindo a aprovação, as empresas de tecnologia enfrentarão o desafio de adaptar suas plataformas para cumprir a legislação turca. Isso inclui a implementação de verificações de idade e ferramentas de controle parental.
As empresas como Meta e Google, já criticadas pelo impacto de suas plataformas em adolescentes, serão fortemente afetadas. Historicamente, o não cumprimento de tais normas pode levar a sanções e multas.
Estas novas diretrizes são parte de um esforço turco mais amplo para proteger os jovens de conteúdos potencialmente prejudiciais online. Este movimento pode influenciar outros países, muitas vezes observando a Turquia como um modelo.
Internamente, a decisão gerou debates significativos. O Partido Republicano do Povo (CHP) se posicionou contra a medida, argumentando que a proteção das crianças deve ser feita através de abordagens baseadas em direitos, não em proibições.




