Você lava o arroz antes de cozinhar? Esse hábito é bastante comum, com muitas pessoas defendendo que ele é uma questão de higiene no preparo do alimento, e outras argumentando que ele ajuda a evitar aquele arroz pegajoso (o famoso arroz “unidos venceremos”). Mas será que lavar o arroz realmente faz alguma diferença no preparo do alimento? Essa etapa é ou não necessária? Continue lendo que nós vamos te contar.
Precisa ou não lavar o arroz?
Até chegar à nossa cozinha, o arroz passa por várias etapas em que o amido pode ficar retido na superfície. É justamente o amido que se solta do grão durante a lavagem e muita gente acreditava que remover esse amido era importante para evitar um arroz grudento. Porém, um estudo de 2019 desmente isso, comprovando que o amido não é o responsável pela viscosidade do arroz, mas sim uma substância chamada amilopectina, liberada durante o cozimento.
O estudo comparou arroz glutinoso, de grão médio e jasmim, que passaram por diferentes níveis de lavagem, desde nenhuma lavagem até dez enxágues. A conclusão foi que lavar os grãos não fez diferença para o arroz ficar mais soltinho ou não. A diferença foi mais por causa do tipo de arroz, com o glutinoso ficando mais “grudadinho”.
Mas e a higiene? Muita gente defende que lavar o arroz é bom para remover pequenas impurezas ou resíduos. Porém, como aponta o DW, isso perdeu importância no arroz comercial atual, que já passa por diferentes etapas de controle e acondicionamento antes de chegar às prateleiras do mercado. Também já foi desmentido que enxaguar o arroz ajuda a reduzir o risco de bactérias presentes no arroz cru.
“Então não precisa lavar o arroz?”, você provavelmente está se perguntando. Calma que não é bem assim. Enxaguar os grãos pode sim ter uma utilidade. Na verdade, duas. Essa etapa ajuda a reduzir a quantidade de microplásticos presentes no alimento, além do arsênico que o arroz pode absorver naturalmente do solo e da água. “De acordo com os dados citados no The Conversation, um estudo constatou que o enxágue eliminava cerca de 90% do arsênico bioacessível”, explica o DW.











