Nesta terça-feira (8), foram divulgados os resultados de 2025 do Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a educação em 91 países. Os resultados revelam algo preocupante sobre a educação do Brasil. Segundo o g1, 72% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do considerado satisfatório em conhecimentos matemáticos. A média dos países da OCDE* abaixo desse nível na área matemática é bem menor: 35%.
*Não são todos os países avaliados pelo Pisa que fazem parte da OCDE. O Brasil, por exemplo, não é um membro pleno da organização, que conta com 38 países.
Isso significa que, entre alunos de 15 anos, sete em cada vez não conseguiram fazer contas simples de matemática, como multiplicar para converter moedas ou comparar distâncias em dois caminhos diferentes.
Entrevistado pelo g1, Ernesto Martins, pesquisador do centro de pesquisas Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), explica que o baixo desempenho em matemática é um problema compartilhado pelos países da América do Sul. No caso do Brasil, ele afirma que uma das razões é a dificuldade na formação dos professores.
Segundo o pesquisador, muitos cursos atraem candidatos com formação básica frágil e que não conseguem compensar essas lacunas durante a graduação, formando um profissional que não está suficientemente preparado para a sala de aula. Além disso, a dificuldade em matemática é um problema acumulativo: os alunos que não consolidam o aprendizado em um ano tendem a ter cada vez mais dificuldade nos anos seguintes, já que novos conteúdos dependem de uma base que, muitas vezes, não está firme.
Brasil ficou abaixo da média em todas as categorias
O Brasil teve um desempenho abaixo da média da OCDE em todas as quatro áreas avaliadas pelo Pisa:
- Ciências
- Média do Brasil: 409
- Média da OCDE: 482
- Leitura
- Média do Brasil: 408
- Média da OCDE: 461
- Matemática
- Média do Brasil: 377
- Média da OCDE: 463
- Resolução de problemas com ferramentas computacionais
- Média do Brasil: 406
- Média da OCDE: 500











