Cerca de 224 mil pessoas ainda aguardam há mais de 45 dias por uma decisão da perícia médica do INSS. O número foi revelado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e pelo secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, durante evento no Palácio do Planalto. Os dois classificaram esses casos como específicos, que exigem análises diferenciadas, como pedidos de Benefício de Prestação Continuada e de aposentadorias.
A média geral de espera pela perícia, no entanto, caiu para 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias. Esse é um dos indicadores que o governo apresenta para sustentar o anúncio de que a fila de atendimento do INSS foi zerada em agosto. A afirmação foi feita pelo ministro no mesmo evento, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dados
Os dados mostram uma trajetória de queda que começou em fevereiro. Naquele mês, 3,12 milhões de pedidos aguardavam análise. Outros 1,17 milhão de novos requerimentos deram entrada no sistema.
Em julho, a fila havia recuado para 1,547 milhão. Em agosto, o volume de novas solicitações superou o de pendências. Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos chegam ao instituto a cada mês, o equivalente a aproximadamente 43 mil por dia.
O ministro afirma que o cenário mudou porque o fluxo de entrada passou a ser absorvido dentro da normalidade. O governo atribui a redução do tempo de espera a uma série de medidas adotadas nos últimos meses. Entre elas, estão a convocação de novos servidores aprovados em concurso, o uso de telemedicina em 865 agências e a ampliação da perícia médica documental, na qual o segurado apresenta documentos sem comparecer presencialmente a uma unidade.











