A partir de outubro de 2026, os bancos de sangue brasileiros passarão por uma transformação significativa. Doadores regulares com mais de 70 anos, se saudáveis, poderão seguir contribuindo, uma decisão do Ministério da Saúde destinada a acompanhar o aumento da expectativa de vida dos brasileiros.
Antes, doadores com mais de 70 anos tinham de interromper suas contribuições, mesmo em boas condições de saúde. Agora, com a nova política, essa limitação foi removida, criando uma oportunidade para melhorar a disponibilidade de sangue. A medida visa atender à crescente demanda nos serviços médicos e garantir que mais pessoas possam doar continuamente.
Novos horizontes para a doação
Além da extensão da idade dos doadores, outras regras foram modificadas. Por exemplo, o prazo de espera para doar após endoscopias e o uso de anabolizantes sem prescrição caiu de seis para quatro meses. Similarmente, o tempo de espera após realizar tatuagens e maquiagem definitiva foi reduzido, expandindo as oportunidades de doação.
Ao adotar novos testes para detectar doenças infecciosas, o Brasil se alinha com práticas internacionais de segurança. A introdução do teste NAT Plus para malária exemplifica esse avanço, assegurando triagens mais seguras. Esta ação diminui o intervalo de espera para doadores que visitam áreas com risco de malária, de um ano para 30 dias.
Avanços em segurança de transfusões
Com a obrigatoriedade do teste para malária, o Brasil reforça seu compromisso com a segurança nos procedimentos de transfusão de sangue. O teste NAT Plus reduz o risco de transmissão, demonstrando um progresso importante no gerenciamento de doações.
Essas mudanças posicionam o Brasil numa direção mais segura e eficiente na coleta e transfusão de sangue.











