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Neste país africano zombar da própria religião pode levar à pena de morte

Por Carolina Carvalho
25/10/2025
Em Geral
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Justiça obriga o governo a pagar a alimentação de mais de 42 milhões de pessoas desse país

Imagem de Magnific

Imaginar alguém sendo punido à morte por causa de uma piada envolvendo religião pode até parecer coisa do século passado, mas em muitos lugares essa ainda é a realidade. Um exemplo é o país da África Ocidental Nigéria, onde o jovem sufi nigeriano Yahaya Sharif-Aminu está sendo julgado pelo Supremo Tribunal do país por compartilhar letras de canções “blasfemas” contra o Islã.

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Ele compartilhou as letras consideradas “blasfemas” pelo WhatsApp lá em 2020 e chegou a ser condenado à pena de morte por enforcamento por uma corte da sharia, mas a decisão foi anulada por vícios processuais. Um exemplo é que o jovem nem teve advogado no processo. O Tribunal de Justiça de Kano ordenou um novo processo, ainda com a pena de morte sendo considerada. Durante esse tempo, Yahaya está na prisão há mais de cinco anos.

“Este requerente proferiu declarações blasfemas contra o Santo Profeta, o que o governo de Kano não tolerará. Se a Suprema Corte mantiver a decisão do tribunal inferior, nós o executaremos publicamente”, declarou o procurador do Estado na primeira audiência na Suprema Corte da Nigéria.

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A defesa do réu argumenta que as leis de blasfêmia vão contra a Constituição do país e contra compromissos internacionais que resguardam a liberdade de consciência, religião e expressão, segundo o Gazeta do Povo.

Caso na Nigéria teve repercussão internacional

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, em seu Relatório sobre Práticas de Direitos Humanos na Nigéria, já vinha advertindo sobre violações a liberdade de expressão e de religião no país. O Parlamento Europeu também aprovou duas vezes, em 2023 e este ano, resoluções urgentes pedindo a libertação do jovem.

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Carolina Carvalho

Carolina Carvalho

Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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