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Oprah Winfrey, uma das apresentadoras mais influentes da TV: “Não existe fracasso; é apenas a vida tentando nos levar para outra direção. Aprenda com cada erro e descubra o próximo passo certo”

Por Pedro Silvini
07/09/2026
Em Geral
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oprah

Foto: (Reprodução/Linkedin)

Oprah Winfrey construiu uma das trajetórias mais marcantes da televisão mundial, mas o caminho até o sucesso esteve longe de ser linear. De uma infância marcada por dificuldades e abusos a uma carreira que a transformou em apresentadora, atriz, empresária e filantropa, ela passou por experiências que ajudaram a moldar a visão de mundo que compartilhou em um discurso na Universidade Harvard, em 2013.

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Durante a cerimônia de formatura realizada em 30 de maio daquele ano, Oprah defendeu que momentos de perda e fracasso não devem representar necessariamente o fim de uma trajetória. Para ela, depois de reconhecer e viver o impacto de uma decepção, é preciso observar o que aquela experiência pode ensinar e identificar qual deve ser o próximo passo.

“Não existe fracasso; é apenas a vida tentando nos levar para outra direção” é a síntese da ideia associada à mensagem da apresentadora. No discurso, ela orientou os formandos a darem tempo para si mesmos diante de uma perda, mas também a extraírem aprendizado dos erros e das experiências vividas.

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Uma infância marcada por dificuldades

Nascida de uma mãe adolescente e solteira, Oprah passou os primeiros anos de vida na fazenda da avó, em Kosciusko, no Mississippi. Enquanto a mãe procurava trabalho no norte dos Estados Unidos, a menina cresceu em um ambiente simples, mas recebeu da avó um incentivo decisivo: o contato precoce com a leitura.

Aos três anos, já recitava poemas e passagens bíblicas em igrejas da região. Apesar das limitações materiais, encontrou acolhimento na avó e na comunidade religiosa, que reconheciam seu talento e sua facilidade para se expressar.

A situação mudou quando Oprah tinha seis anos e foi enviada para Milwaukee, onde passou a viver com a mãe, que trabalhava como empregada doméstica. Durante os períodos em que ficava sozinha no apartamento, a menina sofreu abusos sexuais cometidos por parentes homens e por outro visitante.

Os abusos se estenderam dos nove aos 13 anos e tiveram consequências profundas em sua adolescência. Em uma tentativa de fugir da situação, chegou a procurar uma instituição para menores, mas não conseguiu ser acolhida porque não havia vagas. Aos 14 anos, deixou definitivamente a casa e passou a viver por conta própria.

Mais tarde, Oprah relatou que teve uma adolescência marcada por comportamentos sexuais de risco. Aos 14 anos, engravidou e deu à luz um menino, que morreu ainda bebê. Depois disso, mudou-se para Nashville, no Tennessee, para morar com o pai.

Da televisão local à projeção nacional

A carreira profissional começou a ganhar novos contornos quando Oprah entrou no jornalismo televisivo. Em 1976, mudou-se para Baltimore para trabalhar na WJZ-TV como coapresentadora do telejornal. Ao mesmo tempo em que atuava como âncora e repórter, passou a apresentar o programa People Are Talking.

Foi nesse formato que encontrou uma área em que sua personalidade expansiva e sua capacidade de ouvir e estabelecer conexão com as pessoas se tornaram diferenciais. O desempenho chamou atenção e abriu caminho para uma oportunidade em Chicago.

Em janeiro de 1984, Oprah assumiu o AM Chicago, programa matinal de meia hora da WLS-TV que enfrentava dificuldades de audiência. Em menos de um ano, a atração havia se tornado um dos programas mais populares da cidade.

O formato foi ampliado para uma hora e, em setembro de 1985, ganhou o nome de The Oprah Winfrey Show. Um ano depois, o programa passou a ser transmitido nacionalmente e rapidamente alcançou a liderança entre os talk shows distribuídos nos Estados Unidos.

O reconhecimento veio também na forma de prêmios. Em 1987, primeiro ano em que a atração pôde concorrer ao Daytime Emmy, o programa recebeu três estatuetas, incluindo as categorias de melhor apresentadora, melhor programa de conversa/serviço e melhor direção. No ano seguinte, Oprah recebeu novamente o Emmy de melhor programa de conversa/serviço, além do prêmio de “Broadcaster of the Year”, concedido pela International Radio and Television Society. Na época, ela era a pessoa mais jovem a receber a honraria.

O sucesso ultrapassou a televisão

A influência de Oprah também se expandiu para outras áreas do entretenimento e da comunicação. Em 1985, ela chamou atenção no cinema ao interpretar Sofia em The Color Purple, adaptação dirigida por Steven Spielberg do romance de Alice Walker. A atuação lhe rendeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de atriz coadjuvante.

Ela também recebeu elogios por sua participação em Native Son, adaptação cinematográfica do romance de Richard Wright. Ao longo dos anos seguintes, ampliou sua presença no cinema, na televisão, no rádio e no mercado editorial.

Em 1996, criou o Oprah’s Book Club, iniciativa que transformou a apresentadora em uma das figuras mais influentes do mercado editorial. A escolha de livros para discussão no programa passou a produzir forte impacto nas listas de mais vendidos e nas tendências de leitura.

A expansão continuou com o lançamento da revista O, The Oprah Magazine, em 2000, e de O, at Home, em 2004. Na década seguinte, Oprah também participou da criação da Oxygen Media, voltada especialmente ao público feminino, e esteve envolvida no desenvolvimento da Oprah Winfrey Network (OWN), em parceria com a Discovery.

Enquanto isso, The Oprah Winfrey Show chegou ao fim em 2011, após décadas no ar, e foi substituído por um novo programa na OWN em 2012.

Uma carreira também marcada pela atuação social

O crescimento da influência de Oprah não ficou restrito aos negócios. A apresentadora utilizou parte de sua projeção pública em iniciativas filantrópicas e de combate a problemas sociais, especialmente questões relacionadas à infância e ao abuso.

Ela criou a Oprah’s Angel Network, organização destinada a apoiar projetos de caridade em diferentes partes do mundo. Em 2007, abriu na África do Sul uma escola destinada a meninas de famílias de baixa renda, investimento que chegou a US$ 40 milhões.

Sua atuação social também esteve ligada aos projetos que escolhia para sua carreira. Muitos dos livros selecionados para seu clube de leitura abordavam temas como racismo, abuso sexual e homofobia. No cinema, participou de produções que tratavam de questões históricas e sociais, como Selma, lançado em 2014, no qual também atuou como produtora.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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