A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), responsável por competições como a Champions League e a Eurocopa, anunciou que não vai incorporar a nova regra usada na Copa do Mundo 2026 nas competições que organiza. A regra em questão não é exclusiva da Fifa, mas foi estabelecida pela International Football Association Board (Ifab), órgão responsável pelas regras do esporte.
Mas qual é essa regra, afinal de contas? A regra permite ao VAR corrigir cartões amarelos aplicados ao jogador errado durante uma partida. Inclusive, ela foi implementada na partida entre Argentina e Suíça no último sábado (11), gerando uma certa polêmica. A arbitragem retirou um cartão amarelo que tinha sido aplicado ao argentino Leandro Paredes depois que constataram um erro de identificação. Antes da correção, a advertência tinha resultado no segundo cartão amarelo e na expulsão do suíço Embolo, de acordo com a Band.
Essa regra também foi aplicada na primeira rodada, quando a arbitragem retirou um cartão amarelo que tinha sido aplicado ao norte-americano Tim Ream e advertiu o paraguaio Jorge Almirón após a revisão do lance.
Uefa também não vai adotar a “Lei Vini Jr.”
A responsável pela Champions League também já tinha anunciado que não vai aplicar a norma que prevê expulsão de jogadores que cubram a boca durante discussões em campo. A regra ganhou o apelido de “Lei Vini Jr.” por ser inspirada em um episódio que aconteceu justamente em uma partida da Champions, do Real Madrid contra o Benfica no ano passado.
O jogador argentino Gianluca Prestianni tampou a boca em uma discussão e, segundo Vini Jr., proferiu insultos racistas contra os brasileiros. Com a boca de Prestianni tampada, não tinham como comprovar sua inocência nem sua culpa. Ele negou ter feito xingamentos racistas, mas disse que fez insultos homofóbicos. Ele acabou sendo suspenso por seis jogos.







