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UNESCO emite alerta e confirma que megatsunami vai atingir a Europa em breve

Por Pedro Silvini
29/06/2026
Em Geral
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unesco sede tsunami

Foto: (Reprodução/dpa)

A possibilidade de um grande tsunami voltar a atingir a Europa voltou ao centro das discussões após alertas divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Segundo a entidade, existe 100% de probabilidade de que um tsunami de pelo menos um metro atinja o Mar Mediterrâneo nos próximos 30 anos, reforçando a necessidade de investimentos em sistemas de monitoramento e planos de evacuação para áreas costeiras.

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O alerta ganhou ainda mais repercussão após uma sequência de fortes terremotos registrados recentemente na Venezuela e no Japão, lembrando que a atividade sísmica continua intensa em diferentes regiões do planeta. Apesar disso, especialistas ressaltam que não existe qualquer previsão de que um megatsunami vá atingir a Europa nos próximos dias ou meses, e que o comunicado da UNESCO trata de um risco geológico de longo prazo.

De acordo com a UNESCO, o Mar Mediterrâneo é a segunda região do mundo com maior número de tsunamis registrados historicamente, atrás apenas do Oceano Pacífico.

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Os fenômenos podem ser provocados por terremotos, deslizamentos submarinos ou erupções vulcânicas. Desde 1970, tsunamis causaram mais de 250 mil mortes em todo o mundo.

tsunami
Foto: (Reprodução/Wikimedia Commons)

Um dos episódios mais lembrados ocorreu em 21 de maio de 2003, quando o terremoto de Boumerdès, na Argélia, gerou ondas que provocaram danos ao longo da costa mediterrânea da França.

A região de Nice-Côte d’Azur é considerada uma das mais vulneráveis devido à elevada concentração populacional, intensa atividade turística e grande ocupação da faixa litorânea. Em alguns cenários estudados, as primeiras ondas poderiam alcançar determinadas praias em menos de dez minutos após um terremoto próximo.

Para reduzir os riscos, cientistas da Universidade de Montpellier elaboraram planos de evacuação com cerca de uma centena de pontos de refúgio e rotas de fuga, iniciativa alinhada ao programa internacional Tsunami Ready, da UNESCO.

Sistemas de alerta e preparação são prioridade

A França mantém desde 2012 o Cenalt, sistema nacional responsável por detectar terremotos capazes de gerar tsunamis e emitir alertas em menos de 15 minutos. No entanto, especialistas destacam que a ferramenta é mais eficiente para eventos originados a longas distâncias, sendo menos eficaz em casos de terremotos muito próximos da costa ou deslizamentos submarinos.

Além da tecnologia, autoridades francesas investem em campanhas educativas, simulados de evacuação e plataformas que indicam áreas seguras para a população.

Em Portugal, o tema também é tratado com atenção. O país integra o sistema internacional de alerta precoce para tsunamis desde 2017, por meio do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), responsável pelo monitoramento sísmico e pela operação do centro nacional de alertas.

Especialistas portugueses lembram que o terremoto de 1º de novembro de 1755, seguido por um tsunami devastador, destruiu grande parte de Lisboa e atingiu regiões do Algarve e de Setúbal. Segundo autoridades da proteção civil, a possibilidade de um evento semelhante voltar a ocorrer existe, embora seja considerada de baixa probabilidade devido às características tectônicas da região.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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Imagem ilustrativa: tonodiaz/Freepik

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