Movimento Minas 2032

Saúde mental nas empresas é agenda estratégica para economia mineira

No contexto do Janeiro Branco, debate precisa avançar do diagnóstico para ações concretas
Saúde mental nas empresas é agenda estratégica para economia mineira
Foto: Reprodução Adobe Stock

Vivemos em um cenário cada vez mais complexo, competitivo e orientado por resultados e, ainda assim, causa espanto que, em pleno século XXI, seja necessário reforçar que a saúde mental não é um tema secundário, mas uma prioridade e um dos principais desafios da gestão contemporânea.

Em Minas Gerais, onde o empresariado sempre teve papel central no desenvolvimento econômico e social, esse debate precisa avançar do diagnóstico para a ação concreta. Temos exemplos de negócios que, ao cuidar das pessoas, garantem a sustentabilidade e longevidade dos negócios.

Empresas são feitas de gente. Quando o ambiente de trabalho adoece, decisões ficam mais pobres, relações se fragilizam e a capacidade de inovar diminui. O impacto aparece silenciosamente: queda de engajamento, erros recorrentes, conflitos constantes e lideranças exaustas. Ignorar esses sinais custa caro – em produtividade, reputação e futuro.

Minas tem uma característica única: um tecido empresarial diverso, com grandes grupos, médias empresas e uma imensa base de pequenos negócios. Justamente por isso, a agenda da saúde mental precisa ser tratada como política de gestão e não como benefício acessório. Não é privilégio de grandes corporações; é uma necessidade transversal.

Cuidar da saúde mental não exige soluções complexas ou inalcançáveis. Exige liderança preparada, metas mais realistas, ambientes seguros para diálogo, escuta ativa e coerência entre discurso e prática. Exige, sobretudo, coragem para rever modelos de gestão que normalizaram a sobrecarga, o medo e a exaustão como sinônimos de alta performance.

O empresariado mineiro tem a oportunidade – e a responsabilidade – de liderar esse movimento. Ao investir em ambientes de trabalho mais humanos, as empresas fortalecem sua capacidade de atrair talentos, reter competências e construir relações mais maduras com colaboradores, clientes e a sociedade.

Saúde mental não é fragilidade. É estratégia. É governança. É visão de longo prazo. Que Minas Gerais seja referência não apenas pela força de sua economia, mas pela qualidade dos ambientes de trabalho que constrói. O futuro dos negócios passa, necessariamente, pelo cuidado com as pessoas que os fazem existir.

Leia a reportagem: Empresas de todos os portes lucram com investimento em saúde mental

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