Alpop chega à Capital e Governador Valadares

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Alpop chega à Capital e Governador Valadares
Crédito: Pixabay

A Alpop, plataforma digital especializada em aluguel popular, chega a Belo Horizonte e Governador Valadares (Vale do Rio Doce) no próximo mês. Com solução financeira para aluguel voltada para negativados e trabalhadores informais, a aposta da empresa é grande para Minas Gerais, uma vez que 38% da população ocupada no Estado não possuem vínculo empregatício e a taxa de desemprego está em 13,7%. Apenas na capital mineira há um potencial de 54 mil imóveis para locação.

As informações são do CEO da Alpop, Caio Belazzi. Segundo ele, a atuação da fintech do setor imobiliário na Capital se inicia por uma parceria com a Imobiliária Álvaro Maia e a intenção é expandir a oferta pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), começando por Betim. Já em Governador Valadares, as operações ocorrerão pela Imobiliária Bom Negócio.

“O potencial deste mercado é enorme. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dão conta de um volume de 13 milhões de domicílios para locação em todo o País. Deste total, pelo menos 10 milhões possuem custo mensal de R$ 1.500, valor dentro do nosso foco de oferta. Além disso, existe uma demanda de 63 milhões de negativados e 35 milhões de pessoas com renda informal. Já especificamente em Minas, estimamos uma população economicamente ativa de 16 milhões e 24%, ou 3,8 milhões, com algum tipo de restrição ou negativação no nome”, explica.

Hoje, a Alpop está em oito estados, totalizando 30 localidades. E a partir do próximo mês, além de Belo Horizonte e Governador Valadares, iniciará operações com imobiliárias de Bauru, Jaú, Marília, Mogi Guaçu, Pirassununga, Brotas, Atibaia, Bragança Paulista, Osasco, Cotia, Taubaté e Mogi das Cruzes.

Tamanha é a aposta que, conforme Belazzi, a meta para os próximos meses é dobrar os negócios. Para se ter uma ideia, entre janeiro e agosto, a fintech obteve crescimento de 447% em receita bruta e de 397% no número de contratos ativos.

“Temos visto um crescimento muito grande da demanda. Isso porque tanto o número de negativados como o nível de informalidade têm estado em plena ascensão, atingindo patamares históricos, inclusive. A renda dos brasileiros também está caindo. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 35% dos trabalhadores estão recebendo até 1 salário mínimo”, ressalta.

Para o ano que vem, os planos são ainda maiores. Segundo o executivo, a ideia é oferecer outros serviços financeiros, como antecipação de recebíveis e crédito. Já para a segunda metade de 2022 a meta é estrear no mercado de venda popular, facilitando o processo de análise de cadastros.

A Alpop é formada por dois grupos empresariais – Caiena e Arap Nishi & Uyeda e está sediada em Campinas (SP). Em operação desde 2020, chegou no mercado como uma imobiliária virtual popular. Porém, com o passar dos anos e amadurecimento do negócio, transformou-se em uma fintech com foco em imobiliárias e proprietários de imóveis e hoje visa proteger os contratos com pagamentos sempre em dia para aquelas pessoas que estão em níveis de risco e que, normalmente, não são aprovadas nos outros mecanismos de seguradoras imobiliárias. Para isso, desenvolveu um método de análise cadastral do inquilino e realiza um filtro qualitativo de pessoas que não seriam aceitas em outros mecanismos de seguradoras imobiliárias.

“A gente garante o pagamento do aluguel por parte dos inquilinos durante todo o prazo contratual. Por exigirmos apenas o CPF no momento da consulta, o nosso objetivo é também desburocratizar o processo de contrato entre inquilino e imobiliária”, explica.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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