Australiana Lynas vai comprar megaprojeto de terras raras no Sul de Minas

Multinacional fechou acordo preliminar para adquirir a Meteoric Resources por cerca de R$ 3,5 bilhões
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Australiana Lynas vai comprar megaprojeto de terras raras no Sul de Minas
Foto: Divulgação/ Meteoric

A australiana Lynas Rare Earths fechou um acordo preliminar para adquirir a Meteoric Resources, dona do Projeto Caldeira, em Caldas, no Sul de Minas. A transação está estimada em 968 milhões de dólares australianos, aproximadamente R$ 3,5 bilhões na cotação atual.

O Projeto Caldeira é considerado a maior reserva de óxidos de terras raras em argila iônica fora da China. Os investimentos previstos para a exploração dos minerais estratégicos são estimados em US$ 498,4 milhões.

De acordo com comunicado divulgado pelas companhias, a transação será realizada integralmente por meio de ações. Pelo acordo, os acionistas da Meteoric receberão 0,0207 ação da Lynas para cada papel da companhia. Após a conclusão da operação, eles deverão deter aproximadamente 5,9% do capital da Lynas, considerando a base totalmente diluída.

A operação ainda depende de uma série de condições, entre elas a aprovação dos acionistas da Meteoric, da Justiça australiana e das autoridades brasileiras responsáveis pela análise de mudanças de controle envolvendo minerais críticos e estratégicos.

Pelo cronograma indicativo divulgado pelas empresas, a assembleia de acionistas da Meteoric está prevista para janeiro de 2027. Se todas as autorizações forem obtidas, a conclusão da aquisição é esperada para março de 2027.

A Lynas possui operações na Austrália e na Malásia e é, atualmente, a única produtora comercial de óxidos de terras raras leves e pesadas separados fora da China.

Como parte do acordo, a Lynas também concordou em disponibilizar à Meteoric uma linha de financiamento interina de até 110 milhões de dólares australianos, destinada à continuidade do desenvolvimento do Projeto Caldeira, aos custos relacionados à implementação da transação e às necessidades de capital de giro durante o processo.

Sobre o autor

Rafael Tomaz

Editor e chefe de reportagem do Diário do Comércio desde 2019. Atuou como repórter entre 2007 e 2018. Graduado em Jornalismo pela Newton Paiva. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/rafael-tomaz


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