Bares e restaurantes evitam repassar aumento de preços para os clientes

Abrasel avalia que estratégia pode ser compreendida como forma de preservar a demanda no setor

31 de janeiro de 2024 às 19h37

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Mais da metade (52%) dos bares e restaurantes estavam operando sem lucro no mês de dezembro de 2023 | Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo / Diário do Comércio

Os empresários do setor de bares e restaurantes no Brasil estão em busca de maneiras para lidar com o problema da inflação sem precisar repassar o aumento dos preços para os clientes e ainda manter o faturamento. É o que revela a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Como resultado da ação, a prévia da inflação no segmento de alimentação fora do lar, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), fechou o mês de janeiro abaixo da média geral. O setor registrou elevação de 0,24% nos preços, enquanto o indicador apresentou variação positiva de 0,31% no período.

A entidade aponta que a estratégia pode ser compreendida como uma forma de preservar a demanda no setor. No entanto, a ainda enfrenta problemas com a alta dos alimentos e bebidas.

É que o grupo dos alimentos e bebidas teve um aumento bem mais significativo, de 1,53%, no IPCA-15. Os números corroboram o cenário apresentado em pesquisa realizada pela Abrasel, em que quase metade dos empreendedores (49%) não conseguiu reajustar os preços de seus produtos, de acordo com a inflação no último mês. Dentre eles, 18% reajustaram abaixo e 31% não alteraram os preços praticados nos cardápios.

O estudo ainda revelou que 52% das empresas do setor de bares e restaurantes estavam operando sem lucro em dezembro do ano passado. Desta fatia, 18% apuravam prejuízo e 34% conseguiram manter equilíbrio financeiro.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, explica que essa parcela do setor que está trabalhando sem lucro evitou o aumento de preços, temendo o afastamento de seus clientes. E mesmo aqueles que estão no azul não querem perder o embalo de uma época com bom movimento, segundo ele. “No entanto, com a alta mais forte dos principais insumos, isso pode não perdurar”, admite.

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